Para quem conhece a história e o passado do ex-primeiro ministro espanhol, José Maria Aznar, Hugo Chaves não exagerou ao qualificar-lo
de fascista. Aznar, produto típico da Opus Dei, que se
reorganiza com novo alento na Espanha, sempre tratou a América Latina
com desdém. Em 2002, em Madri, atreveu-se a dar ordens ao presidente
Eduardo Duhalde, da Argentina, para que aceitasse e cumprisse as
exigências do FMI. Reincidiu na grosseria, ao telefonar a Buenos Aires,
logo depois, como um dono de fazenda telefona para seu capataz, a fim de
determinar-lhe a assinatura imediata do acordo com o órgão.
Conforme disse o próprio ministro de Relações Exteriores da Espanha,
Miguel Angel Moratinos, Aznar deu ordens ao embaixador da Espanha em
Caracas para que apoiasse o golpe contra Chávez em 2002. Com o
presidente eleito preso pelos golpistas, o embaixador foi o primeiro a
cumprimentar o empresário Pedro Carmona, que, também com o entusiasmado
aplauso do representante dos Estados Unidos, tomava posse do governo,
para ser desalojado do Palácio de Miraflores horas depois.
Não se pode pedir a Chávez que trate bem o ex-primeiro ministro
espanhol, embora talvez lhe tivesse sido melhor ignorá-lo no encontro de
Santiago. Mas, como comentou, na edição de ontem de El País, o
jornalista Peru Egurdide, há um crescente mal-estar na América Latina
com a presença econômica espanhola, identificada como "segunda
conquista". A Espanha opera hoje serviços como os bancários, de água,
energia, telefonia e estradas, que não satisfazem os usuários. Ainda na
noite de sexta-feira, em reunião fechada, Lula e Bachelet trataram do
assunto com Zapatero, de forma veemente - longe dos jornalistas.
Mas se Chávez, mestiço venezuelano, homem do povo, fugiu à linguagem
diplomática, o rei Juan Carlos foi imperial e grosseiro, ao dizer-lhe
que se calasse. O rei, criado por Franco, tem deixado a majestade de
lado para intervir cada vez mais na política espanhola - conforme o El
País critica em seu editorial de ontem. Em razão disso, as
reivindicações federalistas dos povos espanhóis (sobretudo dos catalães
e dos bascos) se exacerbam e indicam uma tendência para a forma
republicana de governo. Pequenos episódios revelam o conflito latente
entre os espanhóis e seu rei. Já em 1981, quando do frustrado golpe
contra o Parlamento Espanhol, o comportamento de sua majestade deixou
dúvidas. Ele levou algumas horas antes de se definir pela legalidade
democrática. Para muitos, o golpe chefiado por Millan del Bosch
pretendia que todos os poderes fossem conferidos a Juan Carlos, em um
franquismo coroado.
Os dirigentes latino-americanos tentarão, diplomaticamente, amenizar a
repercussão do estrago, mas o "cala a boca" de Juan Carlos doeu em todos
os homens honrados do continente. O rei atuou com intolerável
arrogância, como se fossem os tempos de Carlos V ou Filipe II. A
linguagem de Zapatero foi de outra natureza: pediu a Chávez que
moderasse a linguagem. Como súdito em um regime monárquico, não pôde
exigir de Juan Carlos o mesmo comportamento - o que seria lógico no
incidente.
Durante os últimos anos de Franco, a oposição republicana espanhola se
referia ao príncipe com certo desdém, considerando-o pouco inteligente.
Na realidade, ele nada tinha de bobo, mas, sim, de astuto, vencendo
outros pretendentes ao trono e assumindo a chefia do Estado. Agora, no
entanto, merece que a América Latina lhe devolva, e com razão, a ofensa:
é melhor que se cale.
terça-feira, novembro 13, 2007
Parece que o Paraíso Capitalista não conseguiu ganhar os corações e mentes dos chucrutes orientais...
Fonte: http://blog.controversia.com.br/
92% dos alemães orientais preferem o comunismo no país 11 de Novembro de 2007 às 18h 41m
Para marcar a data da queda do Muro de Berlim, o Der Spiegel fez uma pesquisa, divulgada neste sábado (10), com mil alemães que cresceram nos dois lados do país dividido até 9 de novembro de 1989. A conclusão, para desespero do semanário alemão, é que, mesmo depois de 18 anos da queda do muro, 92% dos germânicos orientais, de 35 a 50 anos, ainda preferem o regime comunista ao capitalista. Já 60% dos jovens, de 14 a 24 anos que moram no Leste, lamentam que nada tenha restado do comunismo na sua pátria.
Por Carla Santos
Junto com a TNS Forschung, o Spiegel fez a pesquisa com duas gerações distintas de alemães orientais e ocidentais com o objetivo de obter um retrato dos resultados da unificação na psique nacional. A conclusão é que o muro ideológico ainda permanece nas mentes alemãs, quase duas décadas após a reunificação.
Foram entrevistadas 500 jovens na faixa etária de 14 a 24 anos e seus 500 pais na faixa de 35 a 50 anos. A primeira, tinha no máximo seis anos quando o muro caiu e, evidentemente, possui uma experiência temporal menor do período em que o país estava dividido pela Guerra Fria.
Já a segunda geração tinha pelo menos 17 anos, e no máximo 32, quando ocorreu a debacle do muro. O método da pesquisa constatou que praticamente não há diferenças entre as gerações mais jovens e mais velhas na sua forma de pensar a reunificação.
Socialismo, uma boa idéia
As maiores diferenças na pesquisa aparecem quando os entrevistados orientais e ocidentais compartilham suas opiniões sobre a vida na antiga Alemanha Oriental. O Estado comunista recebe notas muito mais altas dos que moram no Leste com relação aos que moram no Oeste.
Dos alemães orientais de 35 a 50 anos, 92% acreditam que um dos maiores atributos da antiga Alemanha Oriental foi sua rede de segurança social; 47% dos jovens no Leste também pensam assim. No item ‘’padrão de vida'’, os jovens do Leste avaliam a Alemanha comunista de maneira ainda mais positiva que seus país.
Por outro lado, apenas 26% dos jovens ocidentais e 48% dos seus pais expressaram a opinião que a Alemanha Oriental tinha um sistema mais forte de bem estar social comparado com o de hoje.
Os alemães orientais também estão menos satisfeitos e menos otimistas com sua situação do que os que vivem nos Estados que compunham a antiga Alemanha Ocidental. Eles estão muito menos convencidos das virtudes do capitalismo do que seus colegas ocidentais. Muitos acreditam que o socialismo é uma boa idéia que simplesmente não foi bem implementada no passado.
Contudo, apesar da nostalgia pela Alemanha Oriental, a maior parte dos alemães orientais diz que preferiria morar no Oeste, caso um novo Muro de Berlim fosse construído hoje. O que não é de todo contraditório, já que durante a Guerra Fria, com o apoio de todo tipo dos EUA ao Oeste, e também todo tipo de boicote ao Leste, a Alemanha Ocidental oferecia muito mais riqueza, ainda que com alguma desigualdade, do que a Oriental.
Identidades diferentes
Os dados da pesquisa revelam que as diferenças ideológicas se refletem na identidade de cada grupo, já que 67% dos jovens alemães, e 82% de seus pais, orientais e ocidentais não sentem que possuem as mesmas identidades.
Quanto tempo, entretanto, levará para a Alemanha se unificar ideologicamente? Para 25% dos jovens alemães ocidentais, e só 5% dos orientais, ‘’não levará mais do que cinco outros anos'’. Apenas 12% e 4%, respectivamente, de pais concordaram com os filhos.
Muitos jovens alemães orientais vêem a Alemanha de hoje como um lugar onde seus pais têm dificuldades para encontrar um caminho. Apesar da geração mais nova praticamente não ter vivenciado a vida sob o socialismo, o compartilhar das lembranças, opiniões e histórias de seus pais naturalmente os influênciam.
Jovens pensam como seus pais
Esta talvez seja a explicação - que os comentários do Spieguel tentam manipular a favor do Oeste - para que os jovens alemães do Leste vejam a antiga Alemanha Oriental sob uma luz mais otimista do que seus compatriotas no Oeste, e vice-versa.
‘’É uma opinião [as dos jovens da Alemanha Oriental] de lentes cor-de-rosa, que vê uma Alemanha Oriental com emprego para todos, creches para todas as crianças e um sistema de bem estar social que acompanhava o cidadão do berço ao túmulo. É claro, essa geração não foi exposta aos aspectos negativos da vida sob o domínio comunista - como filas de comida e repressão da polícia'’, argumenta o Spiguel.
Porém, a pesquisa indica que o mesmo argumento de ‘’lentes cor-de-rosa'’ para desqualificar a opinião dos jovens do Leste, sobre a Alemanha Oriental, também serve aos jovens do Oeste, com relação a Alemanha Ocidental, com pelo menos um ponto de vantagem para os primeiros. Quem viveu a Alemanha comunista agora está vivendo a capitalista, enquanto que o inverso não foi possível.
Tiro no pé
Como toda manipulação não se sustenta por muito tempo, o próprio Spiguel é obrigado a admitir a realidade, um verdadeiro tiro no pé, no último parágrafo da matéria que noticiou a pesquisa neste sábado.
‘’Ainda assim, os sentimentos positivos para certos aspectos da antiga Alemanha Oriental continuam altos. Dos jovens alemães orientais entrevistados, 60% disseram que achavam ruim que nada tivesse restado das coisas que se podiam orgulhar da Alemanha Oriental'’.
Os resultados da pesquisa fazem lembrar o seriado alemão que - devido ao imenso sucesso no país - virou filme lançado em 2003, chamado Adeus, Lênin!, do diretor alemão Wolfgang Becker.
‘’Adeus, Lênin!'’
No longa, Christiane Becker (Kathrin Sa), que mora na então Alemanha comunista, é abandonada pelo marido, tendo que criar seus dois filhos, Alexander (Daniel Brühl) e Ariane (Maria Simon), sozinha.
Uma vez recuperada do trauma da separação, Christiane torna-se uma cidadã ativa e exemplar, transformando o país em um substituto de seu marido, abraçando assim, o ideal comunista.
Mas ao ver Alexander participando de uma revolta anti-socialista, ela fica gravemente doente e acaba entrando num longo coma que a faz dormir durante a queda do Muro de Berlim e a adaptação ao capitalismo de sua Alemanha Oriental.
Ela acorda do coma, mas frágil demais para se deparar com o choque das mudanças do mundo ao seu redor. Comovido, Alexander precisa forjar a vitória da ideologia do comunismo e sapatear para criar a ilusão na mãe de que nada mudou.
Socialismo vivo
Quatro anos após o lançamento do filme, que teve como pano de fundo o dilema da reunificação sob a égide capitalita com o fim da Guerra Fria, a pesquisa reafirma que o ideal comunista não morrerá tão cedo nos corações dos alemães que viveram as primeiras experiências mais duradouras do regime no mundo.
A manifestação com 50 mil pessoas pessoas em Moscou (Rússia), no último dia 7 de novembro, por ocasião das comemorações dos 90 anos da Revolução Russa, é apenas mais uma fotografia do quanto por lá esse sentimento continua extremamente vivo.
92% dos alemães orientais preferem o comunismo no país 11 de Novembro de 2007 às 18h 41m
Para marcar a data da queda do Muro de Berlim, o Der Spiegel fez uma pesquisa, divulgada neste sábado (10), com mil alemães que cresceram nos dois lados do país dividido até 9 de novembro de 1989. A conclusão, para desespero do semanário alemão, é que, mesmo depois de 18 anos da queda do muro, 92% dos germânicos orientais, de 35 a 50 anos, ainda preferem o regime comunista ao capitalista. Já 60% dos jovens, de 14 a 24 anos que moram no Leste, lamentam que nada tenha restado do comunismo na sua pátria.
Por Carla Santos
Junto com a TNS Forschung, o Spiegel fez a pesquisa com duas gerações distintas de alemães orientais e ocidentais com o objetivo de obter um retrato dos resultados da unificação na psique nacional. A conclusão é que o muro ideológico ainda permanece nas mentes alemãs, quase duas décadas após a reunificação.
Foram entrevistadas 500 jovens na faixa etária de 14 a 24 anos e seus 500 pais na faixa de 35 a 50 anos. A primeira, tinha no máximo seis anos quando o muro caiu e, evidentemente, possui uma experiência temporal menor do período em que o país estava dividido pela Guerra Fria.
Já a segunda geração tinha pelo menos 17 anos, e no máximo 32, quando ocorreu a debacle do muro. O método da pesquisa constatou que praticamente não há diferenças entre as gerações mais jovens e mais velhas na sua forma de pensar a reunificação.
Socialismo, uma boa idéia
As maiores diferenças na pesquisa aparecem quando os entrevistados orientais e ocidentais compartilham suas opiniões sobre a vida na antiga Alemanha Oriental. O Estado comunista recebe notas muito mais altas dos que moram no Leste com relação aos que moram no Oeste.
Dos alemães orientais de 35 a 50 anos, 92% acreditam que um dos maiores atributos da antiga Alemanha Oriental foi sua rede de segurança social; 47% dos jovens no Leste também pensam assim. No item ‘’padrão de vida'’, os jovens do Leste avaliam a Alemanha comunista de maneira ainda mais positiva que seus país.
Por outro lado, apenas 26% dos jovens ocidentais e 48% dos seus pais expressaram a opinião que a Alemanha Oriental tinha um sistema mais forte de bem estar social comparado com o de hoje.
Os alemães orientais também estão menos satisfeitos e menos otimistas com sua situação do que os que vivem nos Estados que compunham a antiga Alemanha Ocidental. Eles estão muito menos convencidos das virtudes do capitalismo do que seus colegas ocidentais. Muitos acreditam que o socialismo é uma boa idéia que simplesmente não foi bem implementada no passado.
Contudo, apesar da nostalgia pela Alemanha Oriental, a maior parte dos alemães orientais diz que preferiria morar no Oeste, caso um novo Muro de Berlim fosse construído hoje. O que não é de todo contraditório, já que durante a Guerra Fria, com o apoio de todo tipo dos EUA ao Oeste, e também todo tipo de boicote ao Leste, a Alemanha Ocidental oferecia muito mais riqueza, ainda que com alguma desigualdade, do que a Oriental.
Identidades diferentes
Os dados da pesquisa revelam que as diferenças ideológicas se refletem na identidade de cada grupo, já que 67% dos jovens alemães, e 82% de seus pais, orientais e ocidentais não sentem que possuem as mesmas identidades.
Quanto tempo, entretanto, levará para a Alemanha se unificar ideologicamente? Para 25% dos jovens alemães ocidentais, e só 5% dos orientais, ‘’não levará mais do que cinco outros anos'’. Apenas 12% e 4%, respectivamente, de pais concordaram com os filhos.
Muitos jovens alemães orientais vêem a Alemanha de hoje como um lugar onde seus pais têm dificuldades para encontrar um caminho. Apesar da geração mais nova praticamente não ter vivenciado a vida sob o socialismo, o compartilhar das lembranças, opiniões e histórias de seus pais naturalmente os influênciam.
Jovens pensam como seus pais
Esta talvez seja a explicação - que os comentários do Spieguel tentam manipular a favor do Oeste - para que os jovens alemães do Leste vejam a antiga Alemanha Oriental sob uma luz mais otimista do que seus compatriotas no Oeste, e vice-versa.
‘’É uma opinião [as dos jovens da Alemanha Oriental] de lentes cor-de-rosa, que vê uma Alemanha Oriental com emprego para todos, creches para todas as crianças e um sistema de bem estar social que acompanhava o cidadão do berço ao túmulo. É claro, essa geração não foi exposta aos aspectos negativos da vida sob o domínio comunista - como filas de comida e repressão da polícia'’, argumenta o Spiguel.
Porém, a pesquisa indica que o mesmo argumento de ‘’lentes cor-de-rosa'’ para desqualificar a opinião dos jovens do Leste, sobre a Alemanha Oriental, também serve aos jovens do Oeste, com relação a Alemanha Ocidental, com pelo menos um ponto de vantagem para os primeiros. Quem viveu a Alemanha comunista agora está vivendo a capitalista, enquanto que o inverso não foi possível.
Tiro no pé
Como toda manipulação não se sustenta por muito tempo, o próprio Spiguel é obrigado a admitir a realidade, um verdadeiro tiro no pé, no último parágrafo da matéria que noticiou a pesquisa neste sábado.
‘’Ainda assim, os sentimentos positivos para certos aspectos da antiga Alemanha Oriental continuam altos. Dos jovens alemães orientais entrevistados, 60% disseram que achavam ruim que nada tivesse restado das coisas que se podiam orgulhar da Alemanha Oriental'’.
Os resultados da pesquisa fazem lembrar o seriado alemão que - devido ao imenso sucesso no país - virou filme lançado em 2003, chamado Adeus, Lênin!, do diretor alemão Wolfgang Becker.
‘’Adeus, Lênin!'’
No longa, Christiane Becker (Kathrin Sa), que mora na então Alemanha comunista, é abandonada pelo marido, tendo que criar seus dois filhos, Alexander (Daniel Brühl) e Ariane (Maria Simon), sozinha.
Uma vez recuperada do trauma da separação, Christiane torna-se uma cidadã ativa e exemplar, transformando o país em um substituto de seu marido, abraçando assim, o ideal comunista.
Mas ao ver Alexander participando de uma revolta anti-socialista, ela fica gravemente doente e acaba entrando num longo coma que a faz dormir durante a queda do Muro de Berlim e a adaptação ao capitalismo de sua Alemanha Oriental.
Ela acorda do coma, mas frágil demais para se deparar com o choque das mudanças do mundo ao seu redor. Comovido, Alexander precisa forjar a vitória da ideologia do comunismo e sapatear para criar a ilusão na mãe de que nada mudou.
Socialismo vivo
Quatro anos após o lançamento do filme, que teve como pano de fundo o dilema da reunificação sob a égide capitalita com o fim da Guerra Fria, a pesquisa reafirma que o ideal comunista não morrerá tão cedo nos corações dos alemães que viveram as primeiras experiências mais duradouras do regime no mundo.
A manifestação com 50 mil pessoas pessoas em Moscou (Rússia), no último dia 7 de novembro, por ocasião das comemorações dos 90 anos da Revolução Russa, é apenas mais uma fotografia do quanto por lá esse sentimento continua extremamente vivo.
Viva a Venezuela socialista
Toda a mídia capitalista deflagrou uma imensa e intensa campanha contra o governo venezuelano, ou melhor, contra o povo venezuelano. Esse é o melhor sinal de que o socialismo por lá está a caminho e no caminho certo. No dia que a imprensa capitalista estiver satisfeita com o governo venezuelano, aí sim, a situação estará preocupante. A melhor maneira de saber se um povo está ou não a caminho do socialismo é a reação da burguesia capitalista.
A instituição das milícias populares prevista na reforma constitucional venezuelana é uma necessidade de qualquer país para a defesa da soberania de um país. Assim como a defesa de Cuba está garantida contra a invasão dos Estados Unidos ou de qualquer outro país capitalista que ouse se meter por lá graças as milícias populares, na Venezuela também as milícias populares estarão prontas a repelir qualquer intervenção estrangeira que ameace a soberania e o povo venezuelano.
Nenhum governo capitalista pode se dar ao luxo de armar constitucionalmente seu povo, sob pena de que esse povo com certeza derrubaria seu próprio governo. Já num país realmente socialista o governo não corre nenhum risco de que o povo se volte contra seu próprio governo. Em Cuba, por exemplo, o povo já teria derrubado o governo se este não governasse com justiça social. Por lá as milícias populares já vigoram desde 1960 e se quisessem teriam derrubado o presidente Fidel Castro.
Portanto, torço para que a reforma constitucional venezuelana seja aprovana no plebiscito de 02 de dezembro e que a burguesia descontente não consiga atrapalhar o desenvolvimento do socialismo por lá. A justiça social depende de muita luta para se conquistar e não podemos admitir que uma pequena parcela de gananciosos capitalistas atrapalhem essa luta.
A instituição das milícias populares prevista na reforma constitucional venezuelana é uma necessidade de qualquer país para a defesa da soberania de um país. Assim como a defesa de Cuba está garantida contra a invasão dos Estados Unidos ou de qualquer outro país capitalista que ouse se meter por lá graças as milícias populares, na Venezuela também as milícias populares estarão prontas a repelir qualquer intervenção estrangeira que ameace a soberania e o povo venezuelano.
Nenhum governo capitalista pode se dar ao luxo de armar constitucionalmente seu povo, sob pena de que esse povo com certeza derrubaria seu próprio governo. Já num país realmente socialista o governo não corre nenhum risco de que o povo se volte contra seu próprio governo. Em Cuba, por exemplo, o povo já teria derrubado o governo se este não governasse com justiça social. Por lá as milícias populares já vigoram desde 1960 e se quisessem teriam derrubado o presidente Fidel Castro.
Portanto, torço para que a reforma constitucional venezuelana seja aprovana no plebiscito de 02 de dezembro e que a burguesia descontente não consiga atrapalhar o desenvolvimento do socialismo por lá. A justiça social depende de muita luta para se conquistar e não podemos admitir que uma pequena parcela de gananciosos capitalistas atrapalhem essa luta.
segunda-feira, novembro 12, 2007
Venezuela está pavimentando o caminho rumo ao socialismo. Parabéns, Hugo Chaves!
A reforma constitucional venezuelana é radical e pavimenta o caminho rumo ao socialismo, modificando 33 artigos para estabelecer que:
a) o Presidente da República poderá decretar Regiões Especiais Militares, nomear autoridades e criar províncias ou cidades federais em qualquer parte do território;
b) o povo é o depositário da soberania e o exerce mediante o Poder Popular, cuja base são as Comunidades e as Comunas;
c) para que os trabalhadores tenham tempo para o desenvolvimento pessoal a jornada de trabalho se reduz a 6 horas diárias;
d) as empresas poderão ser de propriedade social, ou seja, comunal ou estatal;
e) proíbem-se os monopólios e o latifúndio;
f) a propriedade Privada é mantida, mas concorrerá com a Social exercida pelo Estado em nome da comunidade, a Coletiva que pertence a grupos sociais ou de pessoas, e a Mista combinando o poder público e outros atores;
g) o Poder Nacional, os Estados e os Municípios descentralizarão seus serviços para os conselhos municipais e as Comunas;
h) o mandato presidencial passa a ser de sete anos e permite reeleições;
i) o Banco Central será uma “pessoa de direito público sem autonomia”;
j) a Força Armada incluirá, ao lado do Exército, Marinha e Aeronáutica, a Guarda Territorial Bolivariana (atual Guarda Nacional) com funções de polícia e a Milícia Popular Bolivariana.
O Artigo 116 do “anteprojeto de Reforma Constitucional apresentado pelo Presidente da República Bolivariana da Venezuela Hugo Rafael Chávez Frias” diz, expressamente, que “o Poder Popular não nasce do voto nem de eleição alguma, e sim da condição dos grupos humanos organizados como base da população”.
O comando das forças armadas será unificado, as forças singulares perdem relevância e as milícias populares transformam-se na coluna vertebral da estrutura militar.
a) o Presidente da República poderá decretar Regiões Especiais Militares, nomear autoridades e criar províncias ou cidades federais em qualquer parte do território;
b) o povo é o depositário da soberania e o exerce mediante o Poder Popular, cuja base são as Comunidades e as Comunas;
c) para que os trabalhadores tenham tempo para o desenvolvimento pessoal a jornada de trabalho se reduz a 6 horas diárias;
d) as empresas poderão ser de propriedade social, ou seja, comunal ou estatal;
e) proíbem-se os monopólios e o latifúndio;
f) a propriedade Privada é mantida, mas concorrerá com a Social exercida pelo Estado em nome da comunidade, a Coletiva que pertence a grupos sociais ou de pessoas, e a Mista combinando o poder público e outros atores;
g) o Poder Nacional, os Estados e os Municípios descentralizarão seus serviços para os conselhos municipais e as Comunas;
h) o mandato presidencial passa a ser de sete anos e permite reeleições;
i) o Banco Central será uma “pessoa de direito público sem autonomia”;
j) a Força Armada incluirá, ao lado do Exército, Marinha e Aeronáutica, a Guarda Territorial Bolivariana (atual Guarda Nacional) com funções de polícia e a Milícia Popular Bolivariana.
O Artigo 116 do “anteprojeto de Reforma Constitucional apresentado pelo Presidente da República Bolivariana da Venezuela Hugo Rafael Chávez Frias” diz, expressamente, que “o Poder Popular não nasce do voto nem de eleição alguma, e sim da condição dos grupos humanos organizados como base da população”.
O comando das forças armadas será unificado, as forças singulares perdem relevância e as milícias populares transformam-se na coluna vertebral da estrutura militar.
domingo, novembro 11, 2007
Maledicências da imprensa
A imprensa rasteira não se cansa de desinformar a população e perseverar na campanha contra o socialismo e pela perpetuação das injustiças sociais. Vejam alguns termos, frases e adjetivos malediscentes descritos no editorial da Folha de São Paulo de 10/11/07, referindo se a Hugo Chaves, presidente do povo Venezuelano.
1) "projeto autoritário"
2) "velha ladainha"
3) "agigantamento do poder presidencial"
4) "reeleição ilimitada e poder de decretar estado de exceção por tempo indeterminado, com censura à imprensa"
5) "regimes truculentos"
6) "repressão contra massas de jovens estudantes"
7) "caudilho"
8) "S.A. chavista"
9) "grupos de apoio ao presidente (Chaves) despacham pistoleiros em motocicletas para espalhar o terror nas manifestações"
10) "incitando ao ódio"
11) "lider que empurra uma nação ao desastre"
Tudo isso num texto de pouquissimas linhas e em nome e em defesa de um sistema cruel chamado capitalismo.
E ainda dizem que o socialismo é que é um sistema ruim.
1) "projeto autoritário"
2) "velha ladainha"
3) "agigantamento do poder presidencial"
4) "reeleição ilimitada e poder de decretar estado de exceção por tempo indeterminado, com censura à imprensa"
5) "regimes truculentos"
6) "repressão contra massas de jovens estudantes"
7) "caudilho"
8) "S.A. chavista"
9) "grupos de apoio ao presidente (Chaves) despacham pistoleiros em motocicletas para espalhar o terror nas manifestações"
10) "incitando ao ódio"
11) "lider que empurra uma nação ao desastre"
Tudo isso num texto de pouquissimas linhas e em nome e em defesa de um sistema cruel chamado capitalismo.
E ainda dizem que o socialismo é que é um sistema ruim.
sábado, novembro 03, 2007
Que moral tem a Rede Globo para criticar Hugo Chaves?
Foi com um misto de indignação e felicidade que vi o apresentador do Jornal da globo, Willian Wack noticiar a aprovação da reforma constitucional proposta por Hugo Chaves. Indignação pela dissimulação do apresentador em demonstrar pesar pela aprovação, com o claro intuito de induzir a população ao mesmo sentimento, mas feliz por ver que Hugo Chaves vai superando todas as tentativas da mídia burguesa, que nada tem de democrática, em formar a opinião pública contra a transição para o socialismo na Venezuela. O que esse péssimo apresentador não noticiou é que a democracia venezuelana vai permitir que no dia 2 de dezembro a população de a última palavra e aprove ou não a reforma votando num plebiscito popular, assim como o próprio mandato do presidente é submetido a plebiscito popular a cada dois anos. Isso é democracia e não o que temos no Brasil.
quarta-feira, outubro 31, 2007
ONU RECUSA BLOQUEIO CONTRA CUBA
Em 30 de Outubro as Nações Unidas condenaram, por 184 votos, o bloqueio mantido pelos Estados Unidos contra Cuba ao longo de quase meio século.
A resolução que pede o fim do bloqueio económico, comercial e financeiro contou com mais um voto a favor do que no ano passado (Nicarágua). Os solitários votos contra foram os dos Estados Unidos, Israel, Palau e Ilhas Marshall.
A resolução que pede o fim do bloqueio económico, comercial e financeiro contou com mais um voto a favor do que no ano passado (Nicarágua). Os solitários votos contra foram os dos Estados Unidos, Israel, Palau e Ilhas Marshall.
domingo, outubro 28, 2007
Lutar
Nem todas as vezes que lutamos, vencemos, mas, com certeza, todas as vezes que deixamos de lutar, perdemos.
sábado, outubro 27, 2007
O bom do blog é que ele vai se tornando uma imprensa alternativa
Imprensa alternativa, o bom do Blog
Os blogs tem se tornado uma alternativa de vóz aos que não tem vez nem vóz no sistema excludente que vivemos.
Antes da criação desse meio de expressão, os que não tem vez nem vóz nos aparatos de comunicação porta-vozes do capitalismo, não tinham como divulgar amplamente suas idéias, seus pensamentos, a não ser que adquirissem um status elevado numa determinada entidade de classe que, também, com seus tablóides, têm um alcance muito pequeno.
Hoje, as mentiras e omissões das "Rede Globos" da vida, Veja, CNN, Folha de São Paulo, Estadão e outros órgãos oficiais de comunicação, desinformação e disseminação da ideologia capitalista são imediatamente contestadas através dos blogs pessoais. Com o advento dos blogs, jamais a imprensa será a mesma.
Pode a imprensa capitalista tecer as maiores maquinações e manipulações de informação contra os movimentos populares, contra as rádios comunitárias, contra as greves, contra o governo Hugo Chaves, contra o socialismo, contra o que ela quiser, mas não o farão sem a resistência dos blogueiros militantes.
Os blogs tem se tornado uma alternativa de vóz aos que não tem vez nem vóz no sistema excludente que vivemos.
Antes da criação desse meio de expressão, os que não tem vez nem vóz nos aparatos de comunicação porta-vozes do capitalismo, não tinham como divulgar amplamente suas idéias, seus pensamentos, a não ser que adquirissem um status elevado numa determinada entidade de classe que, também, com seus tablóides, têm um alcance muito pequeno.
Hoje, as mentiras e omissões das "Rede Globos" da vida, Veja, CNN, Folha de São Paulo, Estadão e outros órgãos oficiais de comunicação, desinformação e disseminação da ideologia capitalista são imediatamente contestadas através dos blogs pessoais. Com o advento dos blogs, jamais a imprensa será a mesma.
Pode a imprensa capitalista tecer as maiores maquinações e manipulações de informação contra os movimentos populares, contra as rádios comunitárias, contra as greves, contra o governo Hugo Chaves, contra o socialismo, contra o que ela quiser, mas não o farão sem a resistência dos blogueiros militantes.
terça-feira, outubro 16, 2007
A toda ação corresponde uma reação
Resposta ao artigo de Reinaldo Azevedo "A pluralidade e a revolução dos idiotas"
Embora eu não concorde com a linha editorial da “Folha”, o que me mantém como assinante do jornal é a pluralidade de opiniões publicadas em Tendências/Debates e no Painel do Leitor, por isso atrevo-me a responder ao conteúdo do artigo de Reinaldo Azevedo (A pluralidade e a revolução dos idiotas – Tendências e Debates, de 15/10).
Primeiramente, se para o autor, quem vive na pele a exclusão social e luta com as armas enferrujadas de que dispõe contra ela é idiota, não seria também idiota quem se nega a enxergar a realidade e a lógica das coisas.
O artigo em questão, assim como toda matéria publicada na imprensa dita “oficial”, peca por abordar apenas as conseqüências dos males da sociedade ao invés de abordar suas causas. Nesse quesito o artigo do Reinaldo Azevedo extrapolou todos os limites.
É bom lembrar ao articulista da "Veja" que a existência da desigualdade social é apenas a conseqüência, cuja causa é a ideologia que ele deixou claro que defende nas linhas de seu texto.
Na concepção de Reinaldo Azevedo, sou também um dos idiotas que defendem a revolução que permita não a mera existência, mas a igualdade de oportunidades para uma existência digna de cada ser humano.
Não é surpreendente a posição do jornalista e articulista, o que surpreende é a mediocridade da argumentação de alguém que se apresenta como jornalista. Nesse quesito o Ferréz dá de dez a zero na mediocridade jornalística do articulista da “Veja”.
O mal de todos que defendem o atual sistema de valores que permite a mera existência das pessoas é não se importar com a qualidade dessa existência e achar que a solução está na eficiência da repressão policial para calar a boca do seu principal produto - os excluídos.
Mal sabem que não há repressão que consiga conter uma lei da física: "A toda ação corresponde uma reação".
Maldosamente, Reinaldo Azevedo diz em seu texto que o bairro do Capão Redondo é produto do Ferréz. Saiba o articulista que o bairro do Capão Redondo não é um produto do Ferréz, mas sim do sistema de valores que o próprio articulista defende, que produz também jornalistas cínicos, políticos corruptos e uma elite parasita e reacionária.
Embora eu não concorde com a linha editorial da “Folha”, o que me mantém como assinante do jornal é a pluralidade de opiniões publicadas em Tendências/Debates e no Painel do Leitor, por isso atrevo-me a responder ao conteúdo do artigo de Reinaldo Azevedo (A pluralidade e a revolução dos idiotas – Tendências e Debates, de 15/10).
Primeiramente, se para o autor, quem vive na pele a exclusão social e luta com as armas enferrujadas de que dispõe contra ela é idiota, não seria também idiota quem se nega a enxergar a realidade e a lógica das coisas.
O artigo em questão, assim como toda matéria publicada na imprensa dita “oficial”, peca por abordar apenas as conseqüências dos males da sociedade ao invés de abordar suas causas. Nesse quesito o artigo do Reinaldo Azevedo extrapolou todos os limites.
É bom lembrar ao articulista da "Veja" que a existência da desigualdade social é apenas a conseqüência, cuja causa é a ideologia que ele deixou claro que defende nas linhas de seu texto.
Na concepção de Reinaldo Azevedo, sou também um dos idiotas que defendem a revolução que permita não a mera existência, mas a igualdade de oportunidades para uma existência digna de cada ser humano.
Não é surpreendente a posição do jornalista e articulista, o que surpreende é a mediocridade da argumentação de alguém que se apresenta como jornalista. Nesse quesito o Ferréz dá de dez a zero na mediocridade jornalística do articulista da “Veja”.
O mal de todos que defendem o atual sistema de valores que permite a mera existência das pessoas é não se importar com a qualidade dessa existência e achar que a solução está na eficiência da repressão policial para calar a boca do seu principal produto - os excluídos.
Mal sabem que não há repressão que consiga conter uma lei da física: "A toda ação corresponde uma reação".
Maldosamente, Reinaldo Azevedo diz em seu texto que o bairro do Capão Redondo é produto do Ferréz. Saiba o articulista que o bairro do Capão Redondo não é um produto do Ferréz, mas sim do sistema de valores que o próprio articulista defende, que produz também jornalistas cínicos, políticos corruptos e uma elite parasita e reacionária.
quinta-feira, setembro 13, 2007
Achei forte essa frase e publiquei
"Somos tão grandes quanto o inimigo que escolhemos para lutar e tão pequenos quanto for o medo que tivermos" - subcomandante Marcos
segunda-feira, julho 09, 2007
Política é para o povo, sim!
A mentalidade oficial sugere, pela voz dos meios de comunicação de massa, que o povo não deve fazer política e que, fazer política é só para os políticos. A disseminação dessa falsa mentalidade só interessa a quem tem o poder nas mãos, mas não quer dividi-lo com o povo; a quem está por cima no sistema capitalista e assim quer continuar sem que seja incomodado pelo enorme contingente de desfavorecidos dessa sociedade injusta. Injusta, por ser capitalista.
Da mesma forma, a mentalidade oficial sugere, por meio dos mesmos veículos de comunicação de massa, que vivemos numa democracia, quando, na realidade, vivemos uma ditadura dos ricos contra os pobres, ou seja, de uma minoria que detém o poder estatal, econômico e de comunicação de massa contra uma maioria que tem apenas e tão somente sua força de trabalho para vender aos ditadores ao preço que eles decidirem pagar. Portanto, essa falsa mentalidade de que vivemos numa sociedade democrática também só interessa aos que tem o poder nas mãos.
Disseminam também que todos somos iguais perante a lei; mas, aí eu pergunto: quem faz as leis? E, eu mesmo respondo: são os mesmos que usam o poder que tem para dar tudo aos amigos e “o rigor da lei” para os outros.
Ameaçam, aterrorizam, intimidam, punem, reprimem as atividades políticas do povo. Disseminam que as únicas atividades políticas possíveis para o povo são, protestar pacificamente e votar, como se apenas nisso se resumisse a democracia, pois sabem que protestos pacíficos e voto não ameaçam a ordem social imposta que sustenta sua ditadura sobre os despossuidos.
Mas, todo esse estado de coisas só é possível porque o enorme contingente de desfavorecidos, sem teto, sem terra, sem escolas, sem saúde, sem justiça, sem política tomam por verdades essas falsas mentalidades oficiais de que o povo não deve participar da política; de que, política é coisa para políticos e ao povo cabe apenas resignar-se; de que os trabalhadores não devem fazer greves, os estudantes não devem ocupar reitorias, e de que os excluídos não devem ocupar terras.
Mortos estão os que acreditam ser possível estar vivos e não fazer política. Quem se cala diante da barbárie capitalista e de suas tantas falsas mentalidades oficiais disseminadas, já está a fazer política, porém é a política do opressor que fazem ao se calarem. Muitos vão além, não se calam, mas tudo que falam é para criticar ou tentar desmotivar os que lutam por todos os oprimidos contra as falsas mentalidades oficiais, ou seja, fazem política ativa contra si mesmos e contra a humanidade.
Pois bem. No exercito de desfavorecidos mudos e distantes da política que a mentalidade oficial sugere, pela voz da imprensa capitalista, muitos preferem permanecer no conforto que suas posições lhes proporcionam; são os que não se solidarizam com colegas que optam por passar da resignação à indignação e da indignação à ação; são os que ainda não perceberam que é impossível estar vivos e não fazer política e que a omissão é, sim, uma atitude política, mas conveniente apenas para quem tem o poder nas mãos; são os que querem tapar o sol com a peneira, fingem não notar as enormes injustiças de um sistema que incita o “ter” mas não permite que todos “tenham”, são aqueles que perderam a capacidade de se indignar com os desmandos dos poderosos que usam o estado para dar tudo aos amigos e “a lei” para os outros.
Da mesma forma, a mentalidade oficial sugere, por meio dos mesmos veículos de comunicação de massa, que vivemos numa democracia, quando, na realidade, vivemos uma ditadura dos ricos contra os pobres, ou seja, de uma minoria que detém o poder estatal, econômico e de comunicação de massa contra uma maioria que tem apenas e tão somente sua força de trabalho para vender aos ditadores ao preço que eles decidirem pagar. Portanto, essa falsa mentalidade de que vivemos numa sociedade democrática também só interessa aos que tem o poder nas mãos.
Disseminam também que todos somos iguais perante a lei; mas, aí eu pergunto: quem faz as leis? E, eu mesmo respondo: são os mesmos que usam o poder que tem para dar tudo aos amigos e “o rigor da lei” para os outros.
Ameaçam, aterrorizam, intimidam, punem, reprimem as atividades políticas do povo. Disseminam que as únicas atividades políticas possíveis para o povo são, protestar pacificamente e votar, como se apenas nisso se resumisse a democracia, pois sabem que protestos pacíficos e voto não ameaçam a ordem social imposta que sustenta sua ditadura sobre os despossuidos.
Mas, todo esse estado de coisas só é possível porque o enorme contingente de desfavorecidos, sem teto, sem terra, sem escolas, sem saúde, sem justiça, sem política tomam por verdades essas falsas mentalidades oficiais de que o povo não deve participar da política; de que, política é coisa para políticos e ao povo cabe apenas resignar-se; de que os trabalhadores não devem fazer greves, os estudantes não devem ocupar reitorias, e de que os excluídos não devem ocupar terras.
Mortos estão os que acreditam ser possível estar vivos e não fazer política. Quem se cala diante da barbárie capitalista e de suas tantas falsas mentalidades oficiais disseminadas, já está a fazer política, porém é a política do opressor que fazem ao se calarem. Muitos vão além, não se calam, mas tudo que falam é para criticar ou tentar desmotivar os que lutam por todos os oprimidos contra as falsas mentalidades oficiais, ou seja, fazem política ativa contra si mesmos e contra a humanidade.
Pois bem. No exercito de desfavorecidos mudos e distantes da política que a mentalidade oficial sugere, pela voz da imprensa capitalista, muitos preferem permanecer no conforto que suas posições lhes proporcionam; são os que não se solidarizam com colegas que optam por passar da resignação à indignação e da indignação à ação; são os que ainda não perceberam que é impossível estar vivos e não fazer política e que a omissão é, sim, uma atitude política, mas conveniente apenas para quem tem o poder nas mãos; são os que querem tapar o sol com a peneira, fingem não notar as enormes injustiças de um sistema que incita o “ter” mas não permite que todos “tenham”, são aqueles que perderam a capacidade de se indignar com os desmandos dos poderosos que usam o estado para dar tudo aos amigos e “a lei” para os outros.
sexta-feira, julho 06, 2007
Laudos trazem indícios de tortura
Perícia realizada pelo IML aponta que ao menos dez dos 19 mortos em operação policial no Rio tinham ferimentos e escoriações
Vítimas receberam 78 tiros no total, 32 deles disparados por trás, o que representa 41,02%; adolescente de 15 anos levou nove disparos
SERGIO TORRESDA SUCURSAL DO RIO
Ferimentos ensangüentados, escoriações e manchas arroxeadas estavam espalhadas pelos corpos de pelo menos dez das 19 vítimas de supostos confrontos entre policiais e traficantes ocorridos no complexo de favelas do Alemão, na zona norte carioca, no dia 27.A informação consta dos laudos cadavéricos produzidos pelo IML (Instituto Médico Legal) e que a Secretaria Estadual de Segurança Pública tem procurado manter em segredo.Para a Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), as marcas são mais um indício de que, durante a operação, os policiais podem ter espancado e torturado suspeitos, como acusam parentes e moradores do local.O presidente da comissão, João Tancredo, após analisar os laudos, disse que "já se vislumbra" a hipótese de algumas das vítimas terem sido mortas depois de rendidas. "Estou comparando os laudos com o que dizem os moradores. O prudente é verificarmos o que aconteceu com uma perícia independente, mas já se vislumbra a hipótese de execução."Segundo os laudos, 13 das 19 vítimas receberam tiros por trás. Sete foram baleadas nas costas; duas, no pescoço; uma, na cabeça; uma, na panturrilha esquerda; uma, no braço esquerdo; e uma, no punho esquerdo. A perícia não indica a distância percorrida pelas balas antes de atingir o corpo nem os calibres das armas usadas pelos policiais. Mas, em cinco casos, apontam a presença de pólvora nas bordas dos ferimentos de entrada da bala, o que indicaria proximidade entre quem atirou e quem foi baleado.Dos casos de ferimentos externos não causados por armas de fogo e relacionados nos laudos corporais, o que mais chama a atenção é o de David Souza de Lima, 14. No antebraço esquerdo dele, segundo a perícia, constatou-se a existência de "uma extensa ferida irregular". A profundidade do ferimento deixa à mostra os ossos e a musculatura.Lima foi baleado nas costas quatro vezes. Desde o dia da operação, moradores e parentes dizem que o menino foi esfaqueado antes de morrer. O ferimento no braço dele pode ter sido causado por facadas ou outro objeto perfurocortante.A perícia mostra ainda que as 19 vítimas foram mortas com um total de 78 tiros, sendo 32 deles disparados por trás, o que representa 41,02%. O adolescente Pablo Alves da Silva, 15, recebeu nove disparos, sendo quatro nas costas, dois na cabeça, um no pescoço, um no tórax e no braço direito.As vítimas em que havia ferimentos externos, além de Lima, são Bruno Rodrigues Alves, Cléber Mendes, Geraldo Batista Ribeiro, Marcelo Luiz Madeira, Bruno Vianna Alcântara, Uanderson Ferreira, Emerson Goulart, Jairo César Caetano e Rafael Bernardino da Silva.
Vítimas receberam 78 tiros no total, 32 deles disparados por trás, o que representa 41,02%; adolescente de 15 anos levou nove disparos
SERGIO TORRESDA SUCURSAL DO RIO
Ferimentos ensangüentados, escoriações e manchas arroxeadas estavam espalhadas pelos corpos de pelo menos dez das 19 vítimas de supostos confrontos entre policiais e traficantes ocorridos no complexo de favelas do Alemão, na zona norte carioca, no dia 27.A informação consta dos laudos cadavéricos produzidos pelo IML (Instituto Médico Legal) e que a Secretaria Estadual de Segurança Pública tem procurado manter em segredo.Para a Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), as marcas são mais um indício de que, durante a operação, os policiais podem ter espancado e torturado suspeitos, como acusam parentes e moradores do local.O presidente da comissão, João Tancredo, após analisar os laudos, disse que "já se vislumbra" a hipótese de algumas das vítimas terem sido mortas depois de rendidas. "Estou comparando os laudos com o que dizem os moradores. O prudente é verificarmos o que aconteceu com uma perícia independente, mas já se vislumbra a hipótese de execução."Segundo os laudos, 13 das 19 vítimas receberam tiros por trás. Sete foram baleadas nas costas; duas, no pescoço; uma, na cabeça; uma, na panturrilha esquerda; uma, no braço esquerdo; e uma, no punho esquerdo. A perícia não indica a distância percorrida pelas balas antes de atingir o corpo nem os calibres das armas usadas pelos policiais. Mas, em cinco casos, apontam a presença de pólvora nas bordas dos ferimentos de entrada da bala, o que indicaria proximidade entre quem atirou e quem foi baleado.Dos casos de ferimentos externos não causados por armas de fogo e relacionados nos laudos corporais, o que mais chama a atenção é o de David Souza de Lima, 14. No antebraço esquerdo dele, segundo a perícia, constatou-se a existência de "uma extensa ferida irregular". A profundidade do ferimento deixa à mostra os ossos e a musculatura.Lima foi baleado nas costas quatro vezes. Desde o dia da operação, moradores e parentes dizem que o menino foi esfaqueado antes de morrer. O ferimento no braço dele pode ter sido causado por facadas ou outro objeto perfurocortante.A perícia mostra ainda que as 19 vítimas foram mortas com um total de 78 tiros, sendo 32 deles disparados por trás, o que representa 41,02%. O adolescente Pablo Alves da Silva, 15, recebeu nove disparos, sendo quatro nas costas, dois na cabeça, um no pescoço, um no tórax e no braço direito.As vítimas em que havia ferimentos externos, além de Lima, são Bruno Rodrigues Alves, Cléber Mendes, Geraldo Batista Ribeiro, Marcelo Luiz Madeira, Bruno Vianna Alcântara, Uanderson Ferreira, Emerson Goulart, Jairo César Caetano e Rafael Bernardino da Silva.
terça-feira, junho 12, 2007
A quem e por que interessa sabotar a verdade dos fatos?
REESTABELECENDO A VERDADE - DESMENTINDO A ELITE REACIONÁRIA
Por: Mauro Rodrigues de Aguiar
Por mais ingênua que seja uma pessoa, não há a menor possibilidade de não perceber o exagero e a tendenciosidade do noticiário e das mensagens subliminares (maliciosas) embutidas nas entrelinhas dos jornais e até nas novelas da televisão que “invadem” nossas casas todos os dias a respeito da não renovação da concessão hertziana à RCTV na Venezuela, numa clara campanha golpista de uma MINORIA, mas, rica e poderosa parcela da população venezuelana, inconformada em perder os privilégios que sempre tiveram com os governos anteriores, contra o presidente da Venezuela Hugo Chaves, só porque ele faz um governo favorável à maioria da população que sempre foi explorada naquele país.
Primeiramente, nenhum país e nenhum meio de comunicação tem o direito de intervir em decisões que dizem respeito à soberania de outro país.
Em segundo lugar, nenhum meio de comunicação de massa tem o direito de insuflar a população de seu próprio país ou de outros países a apoiar golpes de estado contra governos eleitos democraticamente.
Em terceiro lugar, nenhuma concessão governamental à iniciativa privada deve ter caráter perpétuo e, a meu ver, toda concessão deve prever sua revogação a qualquer momento. Notem que, na Venezuela a lei só permite a renovação ou não de uma concessão dos sinais hertezianos na data de encerramento da concessão; foi o que aconteceu com a RCTV. No Brasil essa concessão pode ser revogada a qualquer momento e sem comunicação prévia como foi feito na Venezuela. Ou seja, a Venezuela é mais democrática do que o Brasil.
Em quarto lugar, o famigerado “Direito de Expressão ou de Imprensa” não pode suplantar o direito da população a uma informação imparcial e de qualidade.
Em sexto lugar, quem menos pode falar que o governo venezuelano é antidemocrático são os meios de comunicação de massa que hoje detém noventa e nove por cento das concessões operadas pela iniciativa privada naquele país, sobrando apenas um por cento para o governo. Se há falta de democracia é no excesso de concessões à iniciativa privada, principalmente em se tratando de meios de formação de opinião que acabam adquirindo um superpoder capaz de “teleguiar pessoas”, destruir culturas e desestabilizar governos.
O encerramento da RCTV terá atingido objetivos além do que se esperava se toda a polêmica gerada no mundo todo levar à criação de leis menos condescendentes do que as atuais com empresas de comunicação de massa que utilizam com má fé os sinais hertezianos que lhe são concedidos como direito de uso. Mais uma vez, a Venezuela contribui imensamente ao se colocar como modelo e exemplo para um mundo melhor no futuro.
Por: Mauro Rodrigues de Aguiar
Por mais ingênua que seja uma pessoa, não há a menor possibilidade de não perceber o exagero e a tendenciosidade do noticiário e das mensagens subliminares (maliciosas) embutidas nas entrelinhas dos jornais e até nas novelas da televisão que “invadem” nossas casas todos os dias a respeito da não renovação da concessão hertziana à RCTV na Venezuela, numa clara campanha golpista de uma MINORIA, mas, rica e poderosa parcela da população venezuelana, inconformada em perder os privilégios que sempre tiveram com os governos anteriores, contra o presidente da Venezuela Hugo Chaves, só porque ele faz um governo favorável à maioria da população que sempre foi explorada naquele país.
Primeiramente, nenhum país e nenhum meio de comunicação tem o direito de intervir em decisões que dizem respeito à soberania de outro país.
Em segundo lugar, nenhum meio de comunicação de massa tem o direito de insuflar a população de seu próprio país ou de outros países a apoiar golpes de estado contra governos eleitos democraticamente.
Em terceiro lugar, nenhuma concessão governamental à iniciativa privada deve ter caráter perpétuo e, a meu ver, toda concessão deve prever sua revogação a qualquer momento. Notem que, na Venezuela a lei só permite a renovação ou não de uma concessão dos sinais hertezianos na data de encerramento da concessão; foi o que aconteceu com a RCTV. No Brasil essa concessão pode ser revogada a qualquer momento e sem comunicação prévia como foi feito na Venezuela. Ou seja, a Venezuela é mais democrática do que o Brasil.
Em quarto lugar, o famigerado “Direito de Expressão ou de Imprensa” não pode suplantar o direito da população a uma informação imparcial e de qualidade.
Em sexto lugar, quem menos pode falar que o governo venezuelano é antidemocrático são os meios de comunicação de massa que hoje detém noventa e nove por cento das concessões operadas pela iniciativa privada naquele país, sobrando apenas um por cento para o governo. Se há falta de democracia é no excesso de concessões à iniciativa privada, principalmente em se tratando de meios de formação de opinião que acabam adquirindo um superpoder capaz de “teleguiar pessoas”, destruir culturas e desestabilizar governos.
O encerramento da RCTV terá atingido objetivos além do que se esperava se toda a polêmica gerada no mundo todo levar à criação de leis menos condescendentes do que as atuais com empresas de comunicação de massa que utilizam com má fé os sinais hertezianos que lhe são concedidos como direito de uso. Mais uma vez, a Venezuela contribui imensamente ao se colocar como modelo e exemplo para um mundo melhor no futuro.
sábado, junho 02, 2007
Liberdade de imprensa ou ditadura da imprensa?
Vejo, estarrecido, a completa inversão de valores que a sociedade vive em nossos dias, causada em grande medida pela ditadura dos meios de comunicação de massa, deformadores e não formadores de opinião. Quando alguém como Hugo Chaves tem a coragem que a maioria dos presidentes não tem, de cumprir com sua obrigação de chefe de estado de enfrentar o poderio dos grandes aparatos de comunicação de massa no sentido de preservar a liberdade de pensamento da população de seu país, vê-se atacado por todo o aparato de comunicação mundial e seus puxa-sacos instalados em todas as instâncias dos governos de seus respectivos países. Se for para defender o direito de imprensa ou de expressão, que se discuta profundamente em todos os seus aspectos. Aos menos avisados basta se perguntar que interesses defendem todos os meios de comunicação que hoje se prestam a apenas atacar a decisão legítima de Hugo Chaves de não renovar a concessão à criminosa RCTV ou a qualquer outra concessionária de serviço público que não cumprem com suas obrigações previstas nos contratos de concessão. Não há o mínimo resquício de ditadura nos atos do governo venezuelano.
Ditadura é uma minoria mandar na maioria, ditadura é o meio de comunicação de massa, com todo seu poder de manipular informação determinar o que a maioria deve pensar, deve vestir, deve querer, deve usar, deve comer, deve beber, em quem deve votar. Ditadura é o meio de comunicação de massa exercer todo esse poder capaz de convencer a massa do contrário do que ele realmente defende, é usar todo esse poder para perpetuar-se no poder, isso é ditadura, isso sim fere a liberdade de imprensa, a liberdade de expressão, a liberdade de escolha, fere todos os princípios dos direitos humanos. Ditadura é essa minoria usar esse estrondoso poder para determinar o que a maioria deve ou não saber, as versões dos fatos que a população deve ou não receber. Ditadura é distorcer e omitir informações que são cruciais a formação imparcial da opinião pública. Ditatorial é o ato inconstitucional, é usar com má fé a concessão de um serviço público para envenenar as mentes, é transmitir à população apenas um lado da história, é não mostrar também os motivos, mas apenas as causas dos fatos, é emburrecer e embrutecer propositalmente a população, é usar todo seu poder de persuasão sobre a população para que ela defenda propostas contra elas mesmas para dar uma falsa idéia de vontade popular, é fazer da população massa de manobra para dar golpes de estado e reinstalar governos verdadeiramente ditatoriais que favoreçam apenas a interesses mesquinhos de uma minoria, abastada, gananciosa, pretensiosa e egoísta da sociedade. Diante de tanta informação distorcida, diante de tanta inverdade, diante de tanta manipulação da opinião pública, diante de tantas tentativas de inverter valores morais e ideológicos, não só a RCTV, mas também a Rede Globo no Brasil e qualquer outra concessionária de serviço público deveria ser intimada pelos governos a cumprir com suas obrigações morais e constitucionais sob pena de lhes serem retiradas as concessões e substituídas por quem respeite a maioria é não uma minoria de abastados preocupados apenas em manter seus privilégios e sua ditadura sobre a maioria mais pobre da população. Vale divulgar aqui as informações que são essenciais para uma formação imparcial da opinião pública, mas que, a nossa antidemocrática imprensa, por má fé contra a maioria das populações não divulga sobre o fato histórico do momento: a não renovação da concessão determinada pelo Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela à RCTV, principal rede nacional de televisão privada daquele país: A justiça da Venezuela já em 2002 tinha todas as razões legais do mundo para revogar a concessão da RCTV quando essa TV participou ativamente no Golpe de Estado que destituiu pela força o presidente Hugo Chaves que foi eleito em 1997, reeleito em 2002, referendado pela maioria do povo venezuelano em 2004 e novamente reeleito em 2007. Vale informar também que no golpe de estado de 2002, as forças golpistas, financiadas pela CIA, cortaram o sinal da TV estatal e empossaram um presidente cujo primeiro ato foi revogar todos os direitos constitucionais da população pobre que antes de Hugo Chaves não haviam e que a restituição de Hugo Chaves ao poder após dois dias seqüestrado pelos golpistas, só aconteceu porque militares leais a ele o resgataram após grande pressão popular em que treze pessoas foram assassinadas pelas forças golpistas. Com o corte do sinal da TV estatal a população só soube o que estava acontecendo por noticiários de TVs estrangeiras, captados por TV a cabo. Vale informar também que o dossiê de denúncias por parte da população por irregularidades na programação da RCTV é enorme e vem desde a sua primeira concessão.
Ditadura é uma minoria mandar na maioria, ditadura é o meio de comunicação de massa, com todo seu poder de manipular informação determinar o que a maioria deve pensar, deve vestir, deve querer, deve usar, deve comer, deve beber, em quem deve votar. Ditadura é o meio de comunicação de massa exercer todo esse poder capaz de convencer a massa do contrário do que ele realmente defende, é usar todo esse poder para perpetuar-se no poder, isso é ditadura, isso sim fere a liberdade de imprensa, a liberdade de expressão, a liberdade de escolha, fere todos os princípios dos direitos humanos. Ditadura é essa minoria usar esse estrondoso poder para determinar o que a maioria deve ou não saber, as versões dos fatos que a população deve ou não receber. Ditadura é distorcer e omitir informações que são cruciais a formação imparcial da opinião pública. Ditatorial é o ato inconstitucional, é usar com má fé a concessão de um serviço público para envenenar as mentes, é transmitir à população apenas um lado da história, é não mostrar também os motivos, mas apenas as causas dos fatos, é emburrecer e embrutecer propositalmente a população, é usar todo seu poder de persuasão sobre a população para que ela defenda propostas contra elas mesmas para dar uma falsa idéia de vontade popular, é fazer da população massa de manobra para dar golpes de estado e reinstalar governos verdadeiramente ditatoriais que favoreçam apenas a interesses mesquinhos de uma minoria, abastada, gananciosa, pretensiosa e egoísta da sociedade. Diante de tanta informação distorcida, diante de tanta inverdade, diante de tanta manipulação da opinião pública, diante de tantas tentativas de inverter valores morais e ideológicos, não só a RCTV, mas também a Rede Globo no Brasil e qualquer outra concessionária de serviço público deveria ser intimada pelos governos a cumprir com suas obrigações morais e constitucionais sob pena de lhes serem retiradas as concessões e substituídas por quem respeite a maioria é não uma minoria de abastados preocupados apenas em manter seus privilégios e sua ditadura sobre a maioria mais pobre da população. Vale divulgar aqui as informações que são essenciais para uma formação imparcial da opinião pública, mas que, a nossa antidemocrática imprensa, por má fé contra a maioria das populações não divulga sobre o fato histórico do momento: a não renovação da concessão determinada pelo Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela à RCTV, principal rede nacional de televisão privada daquele país: A justiça da Venezuela já em 2002 tinha todas as razões legais do mundo para revogar a concessão da RCTV quando essa TV participou ativamente no Golpe de Estado que destituiu pela força o presidente Hugo Chaves que foi eleito em 1997, reeleito em 2002, referendado pela maioria do povo venezuelano em 2004 e novamente reeleito em 2007. Vale informar também que no golpe de estado de 2002, as forças golpistas, financiadas pela CIA, cortaram o sinal da TV estatal e empossaram um presidente cujo primeiro ato foi revogar todos os direitos constitucionais da população pobre que antes de Hugo Chaves não haviam e que a restituição de Hugo Chaves ao poder após dois dias seqüestrado pelos golpistas, só aconteceu porque militares leais a ele o resgataram após grande pressão popular em que treze pessoas foram assassinadas pelas forças golpistas. Com o corte do sinal da TV estatal a população só soube o que estava acontecendo por noticiários de TVs estrangeiras, captados por TV a cabo. Vale informar também que o dossiê de denúncias por parte da população por irregularidades na programação da RCTV é enorme e vem desde a sua primeira concessão.
sábado, maio 19, 2007
TODO APOIO À OCUPAÇÃO DA REITORIA DA USP
Numa sociedade carcomida pela hipocrisia dos incautos e dos políticos carreiristas faz-se necessário ações ousadas como a dos estudantes que ocupam a reitoria da Universidade de São Paulo.
É muito bom saber que ainda temos pessoas que usam a massa cinzenta e valorizam o sangue que lhes corre na veia, que não se acovardam quando se trata de defender a sociedade contra os descalabros do poderoso estado capitalista que nos ataca por todos os meios, seja pela corrupção, seja pelos projetos de lei neoliberais esdrúxulos que nos tentam impor e que só podem levar a nossa sociedade cada vez mais por um caminho sem volta rumo à degradação completa do ser humano e do planeta.
Por isso é valorosa a luta dos estudantes da USP, assim como dos funcionários que estão em greve e de todos aqueles que acreditam e lutam brava e incansavelmente em defesa dos direitos da maioria, independentemente de quais sejam os CARCEREIROS (governantes) de plantão.
SAUDAÇÕES CONLUTAS
Oposição Bancária de Mogi das Cruzes e Região
Mogi das Cruzes, 19/05/2007
É muito bom saber que ainda temos pessoas que usam a massa cinzenta e valorizam o sangue que lhes corre na veia, que não se acovardam quando se trata de defender a sociedade contra os descalabros do poderoso estado capitalista que nos ataca por todos os meios, seja pela corrupção, seja pelos projetos de lei neoliberais esdrúxulos que nos tentam impor e que só podem levar a nossa sociedade cada vez mais por um caminho sem volta rumo à degradação completa do ser humano e do planeta.
Por isso é valorosa a luta dos estudantes da USP, assim como dos funcionários que estão em greve e de todos aqueles que acreditam e lutam brava e incansavelmente em defesa dos direitos da maioria, independentemente de quais sejam os CARCEREIROS (governantes) de plantão.
SAUDAÇÕES CONLUTAS
Oposição Bancária de Mogi das Cruzes e Região
Mogi das Cruzes, 19/05/2007
sexta-feira, março 09, 2007
A nobre origem do dia internacional da mulher
Foi no bojo das manifestações pela redução da jornada de trabalho que 129 tecelãs da Fábrica de Tecidos Cotton, em Nova Iorque, cruzaram os braços e paralisaram os trabalhos pelo direito a uma jornada de 10 horas, na primeira greve norte-americana conduzida unicamente por mulheres. Violentamente reprimidas pela polícia, as operárias, acuadas, refugiaram-se nas dependências da fábrica. No dia 8 de março de 1857, os patrões e a polícia trancaram as portas da fábrica e atearam fogo. Asfixiadas, dentro de um local em chamas, as tecelãs morreram carbonizadas.
Durante a II Conferência Internacional de Mulheres, realizada em 1910 na Dinamarca, a famosa ativista pelos direitos femininos, Clara Zetkin, propôs que o 8 de março fosse declarado como o Dia Internacional da Mulher, homenageando as tecelãs de Nova Iorque. Em 1911, mais de um milhão de mulheres se manifestaram na Europa. A partir daí, essa data começou a ser comemorada no mundo inteiro.
Texto extraído de "8 de março, Dia Internacional da Mulher – Uma data e muitas histórias", de Carmen Lucia Evangelho Lopes.. CEDIM-SP/Centro de Memória Sindical.
Durante a II Conferência Internacional de Mulheres, realizada em 1910 na Dinamarca, a famosa ativista pelos direitos femininos, Clara Zetkin, propôs que o 8 de março fosse declarado como o Dia Internacional da Mulher, homenageando as tecelãs de Nova Iorque. Em 1911, mais de um milhão de mulheres se manifestaram na Europa. A partir daí, essa data começou a ser comemorada no mundo inteiro.
Texto extraído de "8 de março, Dia Internacional da Mulher – Uma data e muitas histórias", de Carmen Lucia Evangelho Lopes.. CEDIM-SP/Centro de Memória Sindical.
sábado, fevereiro 24, 2007
domingo, fevereiro 18, 2007
Acusados de trabalho escravo financiaram 16 políticos
Empresas autuadas doaram R$ 550 mil nas últimas eleições. Entre os
beneficiários, dois governadores, cinco deputados federais e três senadores*
Tarciso Nascimento Empresas autuadas pelo Ministério do Trabalho por manter trabalhadores em condições análogas à de escravo ou como co-responsáveis por esse tipo de
exploração contribuíram com R$ 550 mil para a campanha de 16 políticos nas
últimas eleições. Encabeçam a lista dos beneficiados dois governadores,
cinco deputados federais e três senadores. Também receberam doações outros
cinco candidatos que fracassaram nas urnas.
É considerada condição análoga à escravidão a situação em que o empregador
não paga o salário do trabalhador e ainda retém a carteira de trabalho do
empregado. Desde 1995, 21.538 pessoas foram resgatadas nessas condições em
todo o país. Só no ano passado, 3.266 brasileiros mantidos em trabalho
escravo foram libertados, segundo o Ministério do Trabalho.
Sergipe, Marcelo Deda (PT), da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), e
dos deputados federais reeleitos Eunício de Oliveira (PMDB-CE), Olavo
Calheiros (PMDB-AL) e Abelardo Lupion (PFL-PR) e dos novatos Giovanni
Queiroz (PDT-PA) e Dagoberto Nogueira Filho (PDT-MS). Também foram
financiados o senador reeleito José Sarney (PMDB-AP) e os senadores José
Maranhão (PMDB-PB) e Garibaldi Alves (PMDB-RN), que disputaram sem sucesso a
eleição para governador. Os dois, no entanto, ainda têm mais quatro anos de
mandato.
O levantamento realizado pelo *Congresso em Foco* cruzou informações do
Ministério do Trabalho com as prestações de contas dos candidatos no
Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Juntas, a Siderúrgica do Maranhão
(Simasa); a Siderúrgica Gusa Nordeste; a Agropecuária Mirandópolis; a
Pinesso Agropecuarista e a Jorge Mutran Exportações e Importações doaram R$
262 mil aos parlamentares eleitos. Já a Viena Siderúrgica S/A contribuiu com
R$ 50 mil para dois candidatos que não se elegeram (veja a
relação).
beneficiários, dois governadores, cinco deputados federais e três senadores*
Tarciso Nascimento Empresas autuadas pelo Ministério do Trabalho por manter trabalhadores em condições análogas à de escravo ou como co-responsáveis por esse tipo de
exploração contribuíram com R$ 550 mil para a campanha de 16 políticos nas
últimas eleições. Encabeçam a lista dos beneficiados dois governadores,
cinco deputados federais e três senadores. Também receberam doações outros
cinco candidatos que fracassaram nas urnas.
É considerada condição análoga à escravidão a situação em que o empregador
não paga o salário do trabalhador e ainda retém a carteira de trabalho do
empregado. Desde 1995, 21.538 pessoas foram resgatadas nessas condições em
todo o país. Só no ano passado, 3.266 brasileiros mantidos em trabalho
escravo foram libertados, segundo o Ministério do Trabalho.
Sergipe, Marcelo Deda (PT), da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), e
dos deputados federais reeleitos Eunício de Oliveira (PMDB-CE), Olavo
Calheiros (PMDB-AL) e Abelardo Lupion (PFL-PR) e dos novatos Giovanni
Queiroz (PDT-PA) e Dagoberto Nogueira Filho (PDT-MS). Também foram
financiados o senador reeleito José Sarney (PMDB-AP) e os senadores José
Maranhão (PMDB-PB) e Garibaldi Alves (PMDB-RN), que disputaram sem sucesso a
eleição para governador. Os dois, no entanto, ainda têm mais quatro anos de
mandato.
O levantamento realizado pelo *Congresso em Foco* cruzou informações do
Ministério do Trabalho com as prestações de contas dos candidatos no
Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Juntas, a Siderúrgica do Maranhão
(Simasa); a Siderúrgica Gusa Nordeste; a Agropecuária Mirandópolis; a
Pinesso Agropecuarista e a Jorge Mutran Exportações e Importações doaram R$
262 mil aos parlamentares eleitos. Já a Viena Siderúrgica S/A contribuiu com
R$ 50 mil para dois candidatos que não se elegeram (veja a
relação).
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
Socialismo ou Barbárie
Socialismo ou Barbárie:
Sobre a violência generalizada na sociedade
Creio que todos os meus colegas de trabalho saibam que defendo o Socialismo como sistema ideal de governo. Provado está que o Capitalismo, sistema hegemônico hoje no mundo, como sistema de governo em quase todos os países, não atende as necessidades humanas mais básicas das populações, muito pelo contrário: aprofunda a humanidade cada vez mais no caos das guerras, da fome, da miséria completa para mais de um terço da população mundial, além de não se impor limites na degradação da natureza mesmo sabendo que a própria natureza tem seus limites. Tudo em nome da acumulação de Capital e concentração de riqueza para uma ínfima minoria da população mundial, como foi comprovado numa recente pesquisa que mostrou que apenas 2% da população mundial concentra 95% da riqueza produzida. Assim como a natureza tem seus limites, a população humana também tem seus limites de esgotamento da paciência e isso fica expresso na violência cega, generalizada e sem ideologia que vemos todos os dias. Todos os dias somos testados em nossa paciência e indignação quando vemos no noticiário a escalada da violência entre os próprios integrantes das camadas exploradas da população que chega às raias da barbárie completa. Marcou demais nessa semana a crueldade de bandidos que para assaltar uma família no Rio de Janeiro, arrastaram um garoto de apenas seis anos de idade por sete quilômetros, preso ao cinto de segurança do carro. Este inominável caso de violência extrema é bastante simbólico e mostra claramente a urgência em se repensar as relações humanas, a educação, a distribuição da riqueza, a necessidade de se dar condições de vida digna a todos para que fatos como esse não voltem a acontecer. O grau da atrocidade cometida neste caso precisa nos levar a questionar como um todo o sistema social capitalista em que vivemos, a causa, e não apenas os seus efeitos. Uma coisa é certa, discutir apenas a reformulação das leis penais, a instituição da pena de morte, a redução da maioridade penal, aumento da repressão à criminalidade, etc. são insuficientes e não levarão a reduzir a escalada da violência porque ela é, por mais trágica que seja, parte do quebra cabeças do sistema capitalista. Infelizmente, as forças de segurança do estado capitalista jamais serão suficientes para reduzir ou mesmo frear a escalada da violência cega e generalizada que faz de todos nós hoje vítimas e culpados ao mesmo tempo.
Sobre a violência generalizada na sociedade
Creio que todos os meus colegas de trabalho saibam que defendo o Socialismo como sistema ideal de governo. Provado está que o Capitalismo, sistema hegemônico hoje no mundo, como sistema de governo em quase todos os países, não atende as necessidades humanas mais básicas das populações, muito pelo contrário: aprofunda a humanidade cada vez mais no caos das guerras, da fome, da miséria completa para mais de um terço da população mundial, além de não se impor limites na degradação da natureza mesmo sabendo que a própria natureza tem seus limites. Tudo em nome da acumulação de Capital e concentração de riqueza para uma ínfima minoria da população mundial, como foi comprovado numa recente pesquisa que mostrou que apenas 2% da população mundial concentra 95% da riqueza produzida. Assim como a natureza tem seus limites, a população humana também tem seus limites de esgotamento da paciência e isso fica expresso na violência cega, generalizada e sem ideologia que vemos todos os dias. Todos os dias somos testados em nossa paciência e indignação quando vemos no noticiário a escalada da violência entre os próprios integrantes das camadas exploradas da população que chega às raias da barbárie completa. Marcou demais nessa semana a crueldade de bandidos que para assaltar uma família no Rio de Janeiro, arrastaram um garoto de apenas seis anos de idade por sete quilômetros, preso ao cinto de segurança do carro. Este inominável caso de violência extrema é bastante simbólico e mostra claramente a urgência em se repensar as relações humanas, a educação, a distribuição da riqueza, a necessidade de se dar condições de vida digna a todos para que fatos como esse não voltem a acontecer. O grau da atrocidade cometida neste caso precisa nos levar a questionar como um todo o sistema social capitalista em que vivemos, a causa, e não apenas os seus efeitos. Uma coisa é certa, discutir apenas a reformulação das leis penais, a instituição da pena de morte, a redução da maioridade penal, aumento da repressão à criminalidade, etc. são insuficientes e não levarão a reduzir a escalada da violência porque ela é, por mais trágica que seja, parte do quebra cabeças do sistema capitalista. Infelizmente, as forças de segurança do estado capitalista jamais serão suficientes para reduzir ou mesmo frear a escalada da violência cega e generalizada que faz de todos nós hoje vítimas e culpados ao mesmo tempo.
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