sexta-feira, março 09, 2007

A nobre origem do dia internacional da mulher

Foi no bojo das manifestações pela redução da jornada de trabalho que 129 tecelãs da Fábrica de Tecidos Cotton, em Nova Iorque, cruzaram os braços e paralisaram os trabalhos pelo direito a uma jornada de 10 horas, na primeira greve norte-americana conduzida unicamente por mulheres. Violentamente reprimidas pela polícia, as operárias, acuadas, refugiaram-se nas dependências da fábrica. No dia 8 de março de 1857, os patrões e a polícia trancaram as portas da fábrica e atearam fogo. Asfixiadas, dentro de um local em chamas, as tecelãs morreram carbonizadas.
Durante a II Conferência Internacional de Mulheres, realizada em 1910 na Dinamarca, a famosa ativista pelos direitos femininos, Clara Zetkin, propôs que o 8 de março fosse declarado como o Dia Internacional da Mulher, homenageando as tecelãs de Nova Iorque. Em 1911, mais de um milhão de mulheres se manifestaram na Europa. A partir daí, essa data começou a ser comemorada no mundo inteiro.
Texto extraído de "8 de março, Dia Internacional da Mulher – Uma data e muitas histórias", de Carmen Lucia Evangelho Lopes.. CEDIM-SP/Centro de Memória Sindical.

domingo, fevereiro 18, 2007

Acusados de trabalho escravo financiaram 16 políticos

Empresas autuadas doaram R$ 550 mil nas últimas eleições. Entre os
beneficiários, dois governadores, cinco deputados federais e três senadores*
Tarciso Nascimento Empresas autuadas pelo Ministério do Trabalho por manter trabalhadores em condições análogas à de escravo ou como co-responsáveis por esse tipo de
exploração contribuíram com R$ 550 mil para a campanha de 16 políticos nas
últimas eleições. Encabeçam a lista dos beneficiados dois governadores,
cinco deputados federais e três senadores. Também receberam doações outros
cinco candidatos que fracassaram nas urnas.
É considerada condição análoga à escravidão a situação em que o empregador
não paga o salário do trabalhador e ainda retém a carteira de trabalho do
empregado. Desde 1995, 21.538 pessoas foram resgatadas nessas condições em
todo o país. Só no ano passado, 3.266 brasileiros mantidos em trabalho
escravo foram libertados, segundo o Ministério do Trabalho.
Sergipe, Marcelo Deda (PT), da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), e
dos deputados federais reeleitos Eunício de Oliveira (PMDB-CE), Olavo
Calheiros (PMDB-AL) e Abelardo Lupion (PFL-PR) e dos novatos Giovanni
Queiroz (PDT-PA) e Dagoberto Nogueira Filho (PDT-MS). Também foram
financiados o senador reeleito José Sarney (PMDB-AP) e os senadores José
Maranhão (PMDB-PB) e Garibaldi Alves (PMDB-RN), que disputaram sem sucesso a
eleição para governador. Os dois, no entanto, ainda têm mais quatro anos de
mandato.
O levantamento realizado pelo *Congresso em Foco* cruzou informações do
Ministério do Trabalho com as prestações de contas dos candidatos no
Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Juntas, a Siderúrgica do Maranhão
(Simasa); a Siderúrgica Gusa Nordeste; a Agropecuária Mirandópolis; a
Pinesso Agropecuarista e a Jorge Mutran Exportações e Importações doaram R$
262 mil aos parlamentares eleitos. Já a Viena Siderúrgica S/A contribuiu com
R$ 50 mil para dois candidatos que não se elegeram (veja a
relação).

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Socialismo ou Barbárie

Socialismo ou Barbárie:
Sobre a violência generalizada na sociedade


Creio que todos os meus colegas de trabalho saibam que defendo o Socialismo como sistema ideal de governo. Provado está que o Capitalismo, sistema hegemônico hoje no mundo, como sistema de governo em quase todos os países, não atende as necessidades humanas mais básicas das populações, muito pelo contrário: aprofunda a humanidade cada vez mais no caos das guerras, da fome, da miséria completa para mais de um terço da população mundial, além de não se impor limites na degradação da natureza mesmo sabendo que a própria natureza tem seus limites. Tudo em nome da acumulação de Capital e concentração de riqueza para uma ínfima minoria da população mundial, como foi comprovado numa recente pesquisa que mostrou que apenas 2% da população mundial concentra 95% da riqueza produzida. Assim como a natureza tem seus limites, a população humana também tem seus limites de esgotamento da paciência e isso fica expresso na violência cega, generalizada e sem ideologia que vemos todos os dias. Todos os dias somos testados em nossa paciência e indignação quando vemos no noticiário a escalada da violência entre os próprios integrantes das camadas exploradas da população que chega às raias da barbárie completa. Marcou demais nessa semana a crueldade de bandidos que para assaltar uma família no Rio de Janeiro, arrastaram um garoto de apenas seis anos de idade por sete quilômetros, preso ao cinto de segurança do carro. Este inominável caso de violência extrema é bastante simbólico e mostra claramente a urgência em se repensar as relações humanas, a educação, a distribuição da riqueza, a necessidade de se dar condições de vida digna a todos para que fatos como esse não voltem a acontecer. O grau da atrocidade cometida neste caso precisa nos levar a questionar como um todo o sistema social capitalista em que vivemos, a causa, e não apenas os seus efeitos. Uma coisa é certa, discutir apenas a reformulação das leis penais, a instituição da pena de morte, a redução da maioridade penal, aumento da repressão à criminalidade, etc. são insuficientes e não levarão a reduzir a escalada da violência porque ela é, por mais trágica que seja, parte do quebra cabeças do sistema capitalista. Infelizmente, as forças de segurança do estado capitalista jamais serão suficientes para reduzir ou mesmo frear a escalada da violência cega e generalizada que faz de todos nós hoje vítimas e culpados ao mesmo tempo.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

A traição declarada

Bufão aos 60 anos
por CECAC [*]

"Se você conhecer uma pessoa idosa esquerdista é porque está com problema. Se acontecer de conhecer alguém muito novo de direita é porque também está com problema".
"Eu agora sou amigo do Delfim Netto (...) Porque eu acho que é a evolução da espécie humana (...)".
"O Brasil tem uma história diferente de outros países. Mesmo a ditadura no Brasil não foi violenta como foi no Chile e em outros países".
Declarações do sr. Luís Inácio da Silva (Lula)

As recentes declarações de Lula – no evento em que foi homenageado como "Brasileiro do ano" da revista Isto É e sobre a ditadura militar – são uma expressão do posicionamento ideológico/político/econômico do governo Lula/PT em defesa dos interesses de classe do imperialismo e das classes dominantes brasileiras a ele associadas.

Posicionamento a serviço da reestruturação da formação econômico-social que vai colocando como setor "dinâmico" da economia brasileira a produção para a exportação de commodities e produtos manufaturados, na sua grande maioria montagem, e controlados pelo capital estrangeiro [1] , e também estabelecendo uma máquina de valorização do grande capital, na esfera financeira, especulativa. Por isso a euforia, o clima descontraído, as palmas e gargalhadas durante o discurso de Lula no evento da Isto É para centenas de empresários, pesos-pesados da economia brasileira.

Ao afirmar que a "evolução da espécie humana" caminha para posições de centro, na verdade, Lula expressa essa sua posição que nada tem de centro e é, objetivamente, de direita, de defesa dos interesses do imperialismo e das classes dominantes brasileiras, principalmente das suas frações mais retrógradas, mais subordinadas ao sistema imperialista.

Quanto às declarações de Lula sobre a ditadura militar, se enquadram nesse posicionamento de direita, também na política. É impossível, do ponto de vista do marxismo, não haver um nível de correspondência entre a economia e a política. Ao defender os interesses do grande capital internacional e nacional, Lula, o seu governo, o PT e partidos aliados, vão assumindo posições no campo político de aproximação, de relativizar e "aliviar" a ditadura militar brasileira, período de violenta repressão política, com prisões, tortura e execução de opositores ao regime.

Lula ao implementar uma política econômico-social que aprofunda Collor e FHC, que intensifica a exploração, que gera arrocho salarial, desemprego e o desmonte dos chamados setores sociais do Estado, como saúde e educação públicas, seu posicionamento nas questões democráticas aponta para uma tendência à violência, à repressão contra o povo.

Se hoje não existe uma repressão aberta, evidente, é porque Lula como presidente atua como bombeiro da luta de classes, tentando conter as mobilizações e lutas do povo contra a exploração e a opressão e, assim sendo, atende melhor aos interesses do imperialismo e das classes dominantes brasileiras. Sua origem operária, sua trajetória sindical e a aplicação de forma eleitoreira das políticas assistencialistas receitadas pelo imperialismo, pelo Banco Mundial, como o bolsa-família, o credenciam para esse papel.

Ao abafar, ao tentar (e num certo nível conseguir) contornar a resistência do proletariado e dos explorados, diminui a necessidade de repressão aberta. Desta forma, amortece a luta popular, aposta na desmobilização, abre caminho para o ataque a direitos duramente conquistados pelos trabalhadores. Assim, a posição de Lula sobre o abjeto período da ditadura militar, e suas novas amizades, como Delfim Neto, czar da economia naquele período, não surpreendem.

[1] Gazeta Mercantil, 13/09/06, Grandes empresas concentram 90% das exportações.

[*] Centro Cultural Antônio Carlos Carvalho, no Rio de Janeiro.

O original encontra-se em http://www.cecac.org.br/MATERIAS/Lula_60_cabelos_brancos.htm


--------------------------------------------------------------------------------

Lula sessentão: o monarca é o Bobo da Corte
por Jorge Almeida
Depois de vencer as eleições atacando verbal e genericamente "as elites", a atividade preferida de Lula da Silva agora é exatamente divertir estas mesmas "elites". É a única conclusão que se pode chegar, diante das suas mais recentes declarações em eventos na presença de grandes empresários do agronegócio, industriais, banqueiros, governadores, políticos históricos da ditadura militar, ex-ministros e socialites.

A platéia gargalhou (literalmente), por exemplo, quando ele disse que posições de esquerda são coisas de menino imaturo e que a "evolução da espécie humana" caminha para posições de centro. Falou isto diante de uma Corte de convidados da revista Istoé. Eram umas 900 pessoas, reunidas num hotel de luxo: banqueiros, empresários, deputados, senadores, socialites, ex-ministros, artistas, esportistas. De grande homenageado da noite, ganhador do prêmio de "Brasileiro do ano", dado exatamente pela revista envolvida com o caso do Dossiê Vedoim, Lula se transformou em Bobo da Corte: a alegria "dazelites".

Elogiou enfaticamente o czar da economia, do arrocho e da concentração de riquezas da ditadura militar: "Eu agora sou amigo do Delfim Netto (...) Porque eu acho que é a evolução da espécie humana, quem é mais de direita vai ficando mais de esquerda, quem é mais de esquerda vai ficando social-democrata e as coisas vão fluindo de acordo com a quantidade de cabelos brancos que você vai tendo e de acordo com a responsabilidade que você tem. Não tem outro jeito, se você conhecer uma pessoa muito idosa esquerdista, é porque ela tem problemas (...). Então, quando a gente está com 60 anos, doutor Ermírio, é a idade do ponto de equilíbrio em que a gente não é nem um nem outro. A gente se transforma no caminho do meio, aquele caminho que precisa ser seguido pela sociedade". Ou seja, além do bufão se dizer de centro e aplicar políticas da direita, deixa claro que este deve ser "o caminho da sociedade".

Lula da Silva estava bem acompanhado dos seus novos amigos: o industrial e banqueiro Antonio Ermírio de Moraes (Votorantin), o banqueiro Lázaro Brandão (Bradesco), o governador de São Paulo Cláudio Lembo (PFL), o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PFL), o ex-presidente José Sarney (PMDB), entre tantos outros.

Um bom comediante da Corte sabe interpretar vários personagens. Desta vez, como vimos, Lula da Silva cumpriu o papel de cientista político, com tese de doutorado sobre "o papel dos cabelos brancos na direitização etária irreversível da espécie humana". Em seguida, cumpriu o papel de psicanalista e acrescentou que idosos que continuam com idéias de esquerda são desajustados cheios "de problemas". A Corte, formada pela grande burguesia lotada no Brasil, se divertia, gargalhando pra valer.

Mas no meio do discurso, o histrião da corte do capital, tirou as fantasias de cientista político e psicanalista e vestiu a de capitão do mato. E voltou a culpar indígenas e quilombolas, responsabilizando-os pelos entraves no crescimento econômico do Brasil. Disse que "Até chegar à primeira instância do Poder Judiciário, demora sete anos. Até chegar ao Supremo, 16 anos. Não adianta querer trazer para cá uma fábrica de papel e celulose porque a legislação diz que tal área é dos índios. Aí no dia seguinte tem mais terra para os índios e no dia seguinte tem mais terra para os quilombolas. Ou nós estabelecemos um marco jurídico que resolva isso definitivamente, ou ninguém vai acreditar que os nossos projetos podem dar certo neste país" – declarou o animador da noite.

A alegria foi geral e incontida na platéia. Claro! É a música que embala os ouvidos do grande capital. Sim, porque o que não falta são marcos jurídicos sobre a questão dos territórios indígenas e quilombolas. O que Lula está falando mesmo é em mudar estes marcos. É em contra-reformas, inclusive constitucionais, para tirar direitos de indígenas e quilombolas.

Por outro lado, esta nova declaração agressiva contra indígenas e quilombolas, mostra que a fala de Lula da Silva no mês passado, com o mesmo sentido, não foi por acaso nem um simples erro, falha ou destempero passageiro.

No dia 21 de novembro, falando oficialmente na inauguração de uma usina de biodiesel (Mato Grosso), o truão dos fazendeiros disse que pretendia retirar todos os "entraves que eu tenho com o meio ambiente, todos os entraves com o Ministério Público, todos os entraves com a questão dos quilombolas, com a questão dos índios brasileiros, todos os entraves que a gente tem no Tribunal de Contas" ... para fazer o Brasil "crescer". Neste dia, a platéia era a Corte de produtores de soja, os reis do agronegócio do estado do desmatamento grosso, governado por um outro dos seus novos amigos, Blairo Maggi, ali presente. Na ocasião, o Ministério do Meio Ambiente tentou minimizar as declarações, dizendo que ele estava falando de questões pontuais.

Mas logo depois, numa reunião com os governadores de estado, o bufão, falando sobre o mesmo assunto, disse que era preciso "destravar todos os penduricalhos que atrapalham a agilidade de quem é prefeito, de quem é governador e de quem é presidente". Para Lula da Silva, direitos de quilombolas e indígenas não passam de "penduricalhos".

É neste quadro que se situa uma outra reunião, esta de caráter fechado, da qual o Bobo da Corte participou no dia seguinte ao evento da IstoÉ. Esta foi convocada pela FIESP e pelo IEDI (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e Instituto para Estudos do Desenvolvimento Industrial), dois pesos pesados da burguesia situada em terras brasílicas.

Estas organizações prepararam uma análise da situação econômica nacional (consensualmente muito preocupante) para apresentar ao dublê de monarca e animador de platéias "dazelites".

Na reunião (dia 12/12) estavam os ex-ministros Delfim Netto, João Sayad e Luiz Carlos Bresser-Pereira, José Cecchin, Sérgio Amaral e Martus Tavares e especialistas em contas públicas, economistas e jornalistas como Everardo Maciel, Raul Velloso e Maria Helena Zoccun, Yoshiaki Nakano, Luis Nacif, Paulo Francini, Ivoncy Iochpe e José Ricardo Roriz Coelho.

Neste caso, não houve só diversão, mas também alguma divisão entre os que "primeiro querem fazer o ajuste para depois crescer" e os "que querem crescer para fazer o ajuste depois". Por ajuste, entenda-se cortar mais um pouco daquilo que o Bobo da Corte chama de "penduricalhos": direitos previdenciários e trabalhistas, sobre o que tanto a Corte como seu animador concordam alegremente que devem ter "novos marcos jurídicos". Delfim Netto, que lá estava, como se sabe é forte defensor não somente dos ajustes e novos marcos, como também do chamado "déficit nominal zero", ou seja, tudo para pagar mais aos banqueiros já.

Durante a premiação da Istoé, as declarações de Lula da Silva sobre a economia foram no sentido da manutenção da política macro-econômica e foi interpretada como sendo de apoio à continuidade de Henrique Meirelles à frente do Banco Central. Aliás, na mesma noite este também ganhou o prêmio de "personalidade econômica do ano".

Outro premiado, como "revelação política do ano", foi o governador eleito da Bahia Jacques Wagner (PT), que, não por acaso, teve, entre seus principais financiadores de campanha, empresas de eucalipto e celulose (Aracruz Celulose e Veracel) e grandes construtoras interessadas na obra faraônica da Transposição do Rio São Francisco.

Finalmente, enquanto a Corte e o seu bufão se divertem e a morte do General Pinochet é festejada no Chile e seu neto é expulso do exército chileno, novos cadetes brasileiros homenageiam o sanguinário ditador brasileiro Garrastazu Médici (sim, o chefe de Delfim Netto). E o PT se alia à oposição de direita para privatizar o IRB [Instituto de Resseguros do Brasil], diminuir o reajuste de salários dos aposentados e tirar "pinduricalhos" direitos dos trabalhadores na nova lei do chamado Super-Simples.

O original encontra-se em http://www.acaopopularsocialista.org.br/artigos/214.htm

Estes artigos encontram-se em http://resistir.info/ .

terça-feira, janeiro 09, 2007

Mitos e verdades sobre ateísmo

Sam Harris*

O termo “ateísmo” tornou-se tão estigmatizado nos EUA que ser ateu virou um total impedimento para uma carreira política, por exemplo. Segundo pesquisa da revista Newsweek, apenas 37% dos americanos votariam num ateu para presidente. É normal nos EUA, onde 87% da população diz “nunca duvidar” da existência de Deus e imagina que ateus são intolerantes, imorais e cegos para a beleza da natureza. Em vista disso, é importante derrubar mitos. Este artigo foi publicado originalmente no jornal Los Angeles Times.

IGNORÂNCIA DOS BENEFÍCIOS
Diz-se que os ateus ignoram o fato de que a religião é benéfica para a sociedade. Os que sublinham isso parecem nunca perceber que tais efeitos não conseguem demonstrar a verdade de nenhuma doutrina religiosa. Além disso, na maioria dos casos, parece que a religião dá às pessoas más razões para se comportar bem. O que é mais moral: ajudar os pobres por se preocupar com seu sofrimento ou ajudá-los por acreditar que o Criador quer que você o faça e o recompensará por fazê-lo ou o punirá por não fazê-lo?

SEM BASE MORAL
Alegam que o ateísmo não oferece base para a moralidade. Se uma pessoa ainda não entendeu que a crueldade é errada, não descobrirá isso lendo a Bíblia ou o Alcorão - já que esses livros transbordam de celebrações da crueldade, tanto humana quanto divina. Não tiramos nossa moralidade da religião. Decidimos o que é bom recorrendo a intuições morais embutidas em nós e refinadas por milhares de anos de reflexão sobre as causas e possibilidades da felicidade humana.

NÃO VÊEM SENTIDO NA VIDA
Pelo contrário: são os religiosos que se preocupam freqüentemente com a falta de sentido da vida e imaginam que ela só pode ser redimida pela promessa da felicidade eterna no além. Os ateus tendem a ser bastante seguros quanto ao valor da vida. A vida é imbuída de sentido ao ser vivida de modo real e completo. Nossas relações com aqueles que amamos têm sentido agora; não precisam durar para sempre para tê-lo.

CULPADOS POR CRIMES
As pessoas de fé alegam com freqüência que crimes de Hitler, Stalin e Mao foram produto inevitável da descrença. Mas o problema do fascismo e do comunismo é que são parecidos demais com religiões. Regimes assim são dogmáticos ao extremo e originam cultos à personalidade indistinguíveis da adoração religiosa. Campos de extermínio não são exemplos do que acontece quando os seres humanos rejeitam o dogma religioso; são exemplos do dogma político, racial e nacionalista.

ARROGÂNCIA
Quando os cientistas não sabem alguma coisa, eles admitem. Na ciência, fingir saber o que não se sabe é falha grave. Mas isso é o sangue vital da religião. Uma das ironias do discurso religioso é a freqüência com que as pessoas de fé se vangloriam de sua humildade e, ao mesmo tempo, alegam saber fatos sobre cosmologia, química e biologia que nenhum cientista conhece. Quando consideram questões sobre a natureza do cosmos, ateus tendem a buscar suas opiniões na ciência. Isso não é arrogância. É honestidade intelectual.

PAPEL NA CIÊNCIA
Há quem diga que o ateísmo não tem ligação com a ciência. Embora seja possível ser um cientista e ainda acreditar em Deus, não há dúvida de que um envolvimento com o pensamento científico tende a corroer, e não a sustentar, a fé. Tomando a população dos EUA como exemplo: quase 90% do público em geral acredita num Deus pessoal; mas 93% dos membros da Academia Nacional de Ciências não acreditam.

FECHADOS À ESPIRITUALIDADE
Nada impede os ateus de experimentarem o amor, o êxtase, o arrebatamento e o temor. O que eles não tendem a fazer são afirmações injustificadas sobre a natureza da realidade com base nessas experiências. Não há dúvida de que alguns cristãos mudaram suas vidas para melhor lendo a Bíblia e rezando. O que isso prova? Prova que certas regras e códigos de conduta podem exercer um efeito profundo sobre a mente humana. Tais experiências positivas dos cristãos sugerem a existência de Deus? Nem remotamente, uma vez que hindus, budistas, muçulmanos - e até mesmo ateus - vivenciam experiências similares.

NADA ALÉM DA VIDA
Dizem que, para os ateus, não há nada além da vida e do entendimento humano. Mas é óbvio que não entendemos o universo completamente; e é ainda mais óbvio que nem a Bíblia nem o Alcorão refletem nosso melhor entendimento do universo. Não sabemos se há vida complexa em outro lugar do cosmos, mas pode haver. Se houver, esses seres podem ter desenvolvido uma compreensão das leis da natureza que excede a nossa. Os ateus podem considerar essas possibilidades e admitir que, se existem extraterrestres, os conteúdos da Bíblia e do Alcorão serão para eles pouco impressionantes. Do ponto de vista ateísta, as religiões do mundo banalizam a verdadeira beleza e a verdadeira imensidão do universo. Não é preciso aceitar nada com base em provas insuficientes para fazer tal observação.

DOGMATISMO ATEÍSTA
Religiosos afirmam que suas escrituras só poderiam ter sido registradas sob orientação de uma divindade onisciente. Um ateu é simplesmente alguém que considerou esta afirmação, leu os livros e concluiu que ela é absurda. Não é preciso ser dogmático para rejeitar crenças religiosas injustificadas. Como disse o historiador Stephen Henry Roberts (1901-71): “Afirmo que ambos somos ateus. Apenas acredito num deus a menos que você. Quando você entender por que rejeita todos os outros deuses possíveis, entenderá por que rejeito o seu.” son’ (O Fim da Fé: Religião, Terror e o Futuro da Razão) e ‘Letter to a Christian Nation’ (Carta a uma Nação Cristã)

quinta-feira, janeiro 04, 2007

QUANDO OS ABUTRES JULGAM

Quaisquer que fossem os crimes de Saddam Hussein, eles são insignificantes perante os dois milhões de mortos que o imperialismo americano já produziu no Iraque. Diante da magnitude dos crimes de Bush pai, Clinton e Bush filho, Saddam Hussein parece uma criatura verdadeiramente angelical. O tribunal fantoche de Bagdad, constituído sob a bota da tropa de ocupação estadunidense & britânica, não tem qualquer legitimidade, legalidade e nem sequer decência para julgar seja quem for. A verdadeira justiça no Iraque só poderá começar quando forem expulsos os invasores. Até lá, a execução de Saddam Hussein será apenas mais um dos milhentos crimes perpetrados pelo imperialismo americano.

domingo, dezembro 31, 2006

O que votamos para 2007

Sobre sonhos de ano novo
Passadas as festas de fim de ano, será a hora de ver o verdadeiro significado do “ano novo, vida nova”. Não estarão presentes no imaginário popular os sonhos de grandes mudanças no país. Muitas dessas esperanças perderam o brilho, morreram de inanição ou de “morte matada” nos quatro anos do governo Lula.

quinta-feira, novembro 30, 2006

Quem paga a banda escolhe a música

29/11/2006 - 08h25
Setor bancário deu maior doação à campanha de Lula
Publicidade SILVIO NAVARRO
FÁBIO ZANINI da Folha de S.Paulo, em Brasília
Os bancos foram os principais financiadores da campanha de reeleição dopresidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com doações que somam R$ 10,5milhões, segundo a prestação de contas dos candidatos que disputaram o segundoturno da eleição presidencial, enviada à Justiça Eleitoral ontem, último dia doprazo legal.Geraldo Alckmin (PSDB) recebeu montante idêntico, de R$ 10,5 milhões. Nos doiscasos, o principal doador do ramo foi o Itaú, com R$ 3,5 milhões.Os bancos, como o próprio Lula disse em discurso recente no qual citava os jurosaltos, nunca ganharam tanto. No ano passado, lucraram R$ 28,3 bilhões, recordehistórico --e só no primeiro semestre deste ano, R$ 22,2 bilhões (43% a mais doque em 2005).Todo o montante repassado pelos bancos para o comitê de Lula foi transferidoentre setembro e outubro --antes do primeiro turno. No caso de Alckmin, constaapenas um repasse feito no segundo turno, de R$ 200 mil, do Banco Alvorada,controlado pelo Bradesco.Montante ainda maior que o dos bancos foi repassado "internamente" para acampanha de Lula. Segundo o tesoureiro da candidatura, José de Filippi Jr.,cerca de R$ 15 milhões foram transferidos à campanha pelos comitês estaduais edistrital por conta do compartilhamento de material gráfico.Alckmin também recebeu boa parte dos recursos dos comitês espalhados pelo país.No total, foram R$ 8,2 milhões oriundos de diretórios e comitês do PSDB e doPFL. Desse montante, R$ 4,2 milhões saíram dos cofres do Diretório Nacional dopartido, e R$ 2,8 milhões do diretório paulista.O segundo maior ramo de atividade que figura na contabilidade é outro comdiversos interesses na relação com o governo, o das empreiteiras, com ummontante de R$ 10 milhões repassados ao comitê petista, e R$ 4,8 milhões aotucano.A lista de doadores petistas é encabeçada pelo grupo Camargo Corrêa, com R$ 3,5milhões, e pela Construtora OAS, com R$ 1,6 milhão. A OAS também foi uma dasmaiores financiadoras dos candidatos do PT à Câmara. Em um único caso, constatransferência de R$ 1 milhão da Carioca Christiani Nielsen Engenhariadiretamente para o candidato, ou seja, sem passar pelo comitê. Para Alckmin, aAndrade Gutierrez disponibilizou R$ 1,5 milhão.O presidente Lula também recolheu R$ 4,5 milhões de mineradoras --R$ 4 milhõesde subsidiárias do Grupo Vale do Rio Doce. Alckmin recebeu um pouco menos: R$3,7 milhões.Outros R$ 6,2 milhões declarados por Lula vieram de siderúrgicas, sendo R$ 3,1milhões do grupo Gerdau, cujo empresário Jorge Gerdau Johanpetter é cotado paravirar ministro de Lula. Gerdau também doou R$ 3 milhões para Alckmin.A análise das empresas que abasteceram a campanha petista inclui um total de R$3,6 milhões repassados pelo ramo de bebidas, com destaque para a AmBev: R$ 1,5milhão. Integram a lista as cervejarias Petropolis, com R$ 750 mil, e aSchincariol, R$ 500 mil. A Recofarma, do sistema Coca-Cola, forneceu R$ 880 mil.A maior doação feita por uma só empresa a Lula foi da processadora de suco delaranja Cutrale, com dois repasses que somam R$ 4 milhões. A empresa travadisputa jurídica para evitar investigação por cartel --o Cade (ConselhoAdministrativo de Defesa Econômica) recusou proposta de pagamento de multa de R$100 milhões para evitar a apuração. Para Alckmin, destaca-se o repasse de R$ 2,6milhões da Ibar Administrações, do Grupo Votorantim.A campanha de Lula recebeu pelo menos três repasses milionários de pessoasfísicas. Os empresários Pedro e Alexandre Grendene (do ramo calçadista) doaramR$ 2 milhões (R$ 1 milhão cada um); Eike Batista, que atua na área de energia,transferiu R$ 1 milhão.Alckmin recebeu doação de R$ 1 milhão de Antonio José de Almeida Carneiro, donode uma corretora financeira.O ministro da Fazenda, Guido Mantega, doou R$ 2.000, dez vezes o valor dado pelasenadora Ideli Salvatti (PT-SC). O presidente da Petrobras, José SergioGabrielli, doou R$ 20 mil. Ricardo Berzoini, ex-chefe da campanha lulista, deuR$ 800. O presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, que disse ter pago uma dívida deR$ 29 mil de Lula, doou R$ 400.

sábado, novembro 04, 2006

O povo votou. E daí!

Votar ou não votar teria dado na mesma. Melhor teria sido não votar em ninguém, não legitimar as eleições. Lula está reeleito - e daí!? o que vai mudar? Ao que tudo indica, a julgar pela formatação que Lula terá que dar ao seu novo ministério e as relações promíscuas que terá que manter com os congressistas, a política neoliberal vai se aprofundar e o povo terá um grande retrocesso nos seus direitos, isso, se o povo não se rebelar fortemente, o que seria a única forma de barrar as reformas neoliberais que vem por aí.

sábado, setembro 30, 2006

Porque meu voto é nulo

“Um fantasma ronda as eleições: é o fantasma do voto nulo. Todas os poderes dominantes se uniram contra essa ameaça: do TSE ao Faustão, dos empresários à classe política, os pastores e juristas, sindicalistas e gestores de empresas, diretores de escolas e lideres estudantis. Todos eles imploram para que o povo vote.” Um senhor de idade, muito pobre e totalmente consumido fisicamente por uma vida de trabalho, me disse, uma vez: “Eu votei mais de cinqüenta anos da minha vida, já perdi a conta de quantas eleições. E minha vida não mudou nada. Nunca vi cumprirem promessas e nossa vida só piora.” Esse é um dos juízos mais duros e realistas que alguém pode fazer. As eleições, de fato nada mudam, apenas legitimam um processo em que quem toma as decisões de fato é o poder econômico (que financia as campanhas) e a população cumpre seu papel de apenas legitimar, dizer “Amém”. Não é preciso votar nulo. Simplesmente nosso voto sempre foi nulo. Nosso poder de determinar nossa vida é anulado sistematicamente. Não existe democracia, de fato o que existe é uma pura soberania das empresas, uma ditadura do mercado, onde o povo pode apertar botões e legitimar o processo, dando uma aparência falsa de participação. Na verdade o nosso voto funciona como instrumento de sujeição. As eleições não passam de uma imensa válvula de escape, um espetáculo que desvia a atenção do foco e esvazia os conflitos sociais, impedindo uma solução real para os problemas reais. Não é preciso pregar o voto nulo. Nas estações de trem, bairros, botequins e escolas, periferias, escuta-se espontaneamente pessoas pregando o voto nulo ou a abstenção. Aqueles que ainda vão votar, muitos votam como protesto em um candidato menor, ou mesmo votam “no menos ruim”. É perceptível que o povo já não se ilude mais com as eleições e está na defensiva. Pela primeira vez já não se sente representado. A história deveria nos dizer alguma coisa. Especialmente se analisarmos as eleições, não só no Brasil, mas em todo o mundo, concluímos que nesse sistema, podemos decidir tudo, menos o essencial, que já foi decidido pelos proprietários da sociedade. No ano passado, quando o governo Alckmin tentou mandar embora 120.000 professores, nossos “representantes” da esquerda petista (que dizem representar os professores) dentro da assembléia legislativa, não se opuseram ao projeto de lei, apenas negociaram “emendas” para suavizá-lo. E contaram com o aval da direção estadual do sindicato, que é petista. Somente os professores, entrando em greve e colocando 30 mil pessoas na frente da assembléia legislativa conseguiram fazer com que essa lei fosse revogada. Isso demonstra de fato o quanto o voto muda nossas vidas – nada. Mas o povo nas ruas conseguiu uma grande vitória. Fica aqui a grande lição: as eleições só contribuem para manter a sociedade do jeito que está. Mas descobrimos que existe sim política além do voto. A política verdadeira começa quando acabam todas as ilusões no voto. Quem quiser, vote nulo. Quem quiser, vote em alguém. Quem quiser, vote na frente de esquerda. Quem quiser vote em branco. Quem quiser, não vote. VOTAR NUNCA VAI MUDAR NADA. Aí é que os trabalhadores descobrem que estão órfãos, que ninguém vai salvá-los a não ser eles mesmos. Nenhum grande líder, partido, governo, sindicato, etc vai resolver o problema. Neste momento a classe trabalhadora aprende que tem que andar com suas próprias pernas e fazer sua própria história: faz suas greves, vai às ruas, organiza suas cozinhas comunitárias e descobre um mundo de infinitas possibilidades para além do espetáculo eleitoral. “Os trabalhadores nada têm a perder, exceto as urnas que esvaziam suas lutas e castram sua criatividade”. Meu voto, agora e sempre, é NULO. Não tenho a menor ilusão neste sistema, nem acredito que ele possa ser reformado. Meu voto NULO é na verdade um voto no POVO, NOS TRABALHADORES, e na sua imensa capacidade de se organizar, e construir sua história, sua autonomia.

Paulo visite o blog: http://alemdovoto.blogspot.com/

quarta-feira, setembro 27, 2006

Direita assumida, direita não assumida e esquerda vacilante - VOTEM NULO

AS ELEIÇÕES BRASILEIRAS As eleições presidenciais brasileiras serão no próximo domingo, 1 de Outubro. O candidato da direita assumida é o sr. Alckmin, indivíduo ligado à Opus Dei e apoiado pelo ex-presidente F. H. Cardoso. Não se lhe conhece obra significativa no governo do estado de S. Paulo. A própria mediocridade do personagem mostra as dificuldades da direita pura e dura em encontrar quadros capazes. O candidato da direita não assumida é o sr. Lula, que actualmente faz o papel de presidente mas não exerce o governo real. Este é exercido pelos representantes dos credores do país, que nomearam um gerente inamovível para tomar conta do Banco Central, conduzir a sua política económica e pagar pontualmente o serviço da dívida externa. Nestas eleições o sr. Lula prepara-se para comprar votos com a ameaça da suspensão do programa assistencialista "Fome Zero", que distribui migalhas a 11 milhões de famílias marginalizadas . Trata-se de uma manobra perversa: o mesmo indivíduo que é conivente com a política económica que leva à exclusão social chantageia a massa dos excluídos com a ameaça de suspender a distribuição das migalhas. O sr. Lula é na verdade o candidato preferido dos directores do FMI, que querem manter as coisas sob controle e minimizar riscos de explosões. Resta a terceira candidatura. Heloisa Helena é uma pessoa digna e o seu candidato a vice-presidente, César Benjamin, autor de A opção brasileira, é um homem intelectualmente bem preparado. A respectiva campanha eleitoral, no entanto, adopta um tom tímido e recuado, com laivos moralistas incidindo em questões acessórias como a corrupção (como se fosse possível haver um capitalismo sem corrupção). A campanha de H. Helena perde assim a oportunidade de exercer uma acção pedagógica e esclarecedora junto ao povo brasileiro pois omite-se ou é vacilante frente aos problemas fundamentais — como a necessidade da ruptura com o imperialismo, da Reforma Agrária, de reverter as privatizações selvagens efectuadas nas últimas décadas; de por em causa a dívida externa que escraviza o país, etc. Tais omissões geram entre as massas a ilusão de que os problemas de fundo poderiam vir a ser resolvidos apenas pela via eleitoral, sem mobilização e intervenção directa do povo a fim de alcançar a democracia económica, a democracia social e a democracia política, libertando-se do seu arremedo marquetizado. Verifica-se que no Brasil nenhum partido de esquerda teve a coragem de adoptar a posição do Partido dos Comunistas Mexicanos, o qual nas presidenciais de 2006 se recusou a apoiar qualquer dos dois candidatos da classe dominante (Calderón e Lópes Obrador) e efectuou uma campanha paralela de esclarecimento e mobilização popular.

sexta-feira, setembro 22, 2006

Por um voto nulo politizado

>Vote Nulo! Mesmo que votemos em alguém, nosso voto é nulo. Nosso voto sempre foi nulo. Cada vez que votamos, nosso voto é anulado pelo sistema político viciado. Você já votou e viu mudar alguma coisa? As eleições nada mudam. A cada ano, é mais do mesmo. Não votamos nulo para anular a eleição, mas sim como um protesto, um ato de repúdio. Não eleja quem vai te trair. Não sustente esse sistema corrupto. Porque razão os políticos iniciaram uma imensa campanha contra o voto nulo? Ora, porque estão com medo do descontentamento popular. Votar nulo hoje não é mais uma "omissão", mas sim um ato consciente e politizado de repúdio à corrupção e a esse sistema político degenerado, que só atende aos interesses de banqueiros e grandes empresas e deixa o povo a ver navios. Pelo país todo, cidadãos descontentes organizam campanhas pelo Voto Nulo, como um protesto contra toda essa bandalheira. Não se iluda com o discurso mentiroso dos meios de comunicação. Diga não a essa falsa democracia! É hora de reinventar a democracia, uma democracia dos trabalhadores! Proteste! Dê um basta nisso! Vote Nulo! digite 00 e confirme! Por uma Política além do Voto, conheça as propostas

domingo, setembro 17, 2006

Anular o voto, no sistema em que vivemos é um ato inteligente.
Quando votamos em alguém, estamos passando uma procuração para alguém que sequer conhecemos, damos o poder de decidir sobre nossos destinos a quem só tem interesse em si próprio, em enriquecer-se às custas dos recursos públicos, recursos estes que farão falta para uma vida minimamente digna de milhões de pessoas, recursos que, desviados, causam a miséria de milhões de pessoas. E, quando participamos escolhendo um candidato ou nos lançando como candidatos, estamos legitimando esse crime, estamos compactuando com a barbárie, estamos contribuindo para perpetuar os crimes contra a humanidade.
A eleição de representantes só teria sentido se realmente pudéssemos conhecer as pessoas em quem votamos, se não houvesse nenhum tipo de benefício extra aos eleitos, se o voto não fosse obrigatório, se pudéssemos destituir o eleito a qualquer momento, se fosse proibido o financiamento privado de campanha, se fosse proibido o sensacionalismo nas campanhas eleitorais, se fosse proibida a candidatura de pessoas sob investigação de irregularidades ou crimes, se pudéssemos escolher desde o nosso bairro os nossos candidatos, se pudéssemos realmente confiar na boa índole dos candidatos.